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Liga dos Campeões: PSG com Kvara de campeão europeu passa em Munique e está na final (1-1)

Recorde as incidências do encontro

Ainda tínhamos na memória o sabor de um dos melhores jogos de sempre, protagonizado por franceses e alemães no Parque dos Príncipes há uma semana. Repetir algo semelhante parecia impossível. E foi, mas por instantes acreditámos, porque ninguém consegue esconder o que é.

Aos dois minutos, apanhando o Bayern desprevenido, que entrou decidido a anular cedo a desvantagem, Kvaratskhelia rompeu pela esquerda, entrou sozinho na área e fez o tempo parar até à chegada de Dembélé, que bateu Neuer e fez o 0-1.

Depois de alguns minutos atordoados, os comandados de Kompany recompuseram-se e começaram a chegar à área de Safonov, embora sem grande precisão. Olise e Luis Díaz eram os mais desequilibradores. Mas do outro lado estava Kvaradona em grande forma. A magia surgia sempre que o georgiano recebia a bola. Por isso Fabián, Neves e Vitinha não paravam de procurá-lo.

No entanto, apesar dos dois golos de vantagem na eliminatória, os franceses não puderam relaxar perante um gigante faminto que fez tudo para recuperar rapidamente o seu estatuto dominante. Os já referidos Olise e Díaz estiveram muito perto de marcar. Naquela noite inesquecível em Paris, em que tudo entrava, teriam certamente conseguido. Mas também poderia ter sido o cabeceamento de João Neves, mais uma vez o mais baixo a rematar, que obrigou Neuer ao melhor que sabe fazer, o que já é muito.

Assédio sem recompensa

Vendo que a ideia de jogo não era suficiente, os bávaros começaram a pressionar o árbitro João Pinheiro, que não se deixou intimidar. Bem esteve ele, pois isso obrigou os anfitriões, após alguns minutos de protestos exagerados e sem razão, a voltarem a recorrer aos seus inesgotáveis recursos desportivos. Encostaram o PSG, que se sentia desconfortável, e que confiou em Safonov na reta final da primeira parte. O guarda-redes russo fez duas intervenções de grande mérito, especialmente num remate perigoso de Musiala.

Os de Luis Enrique já estavam avisados de como o Bayern ia entrar com tudo na segunda parte à procura do golo que lhes desse esperança. Por isso, os seus jogadores, bem disciplinados, não deram um centímetro aos adversários. Sempre um central com Kane, sempre ajudas aos laterais para travar Luis Díaz e Olise... E ainda tiveram tempo para voltar a obrigar Neuer a evitar dois remates traiçoeiros de Doué e Kvaratskhelia.

Foi estranho para o PSG, mas quase não importou não ter posse de bola. Muito superior nos duelos defensivos, os minutos iam passando sem que o Bayern conseguisse incomodá-los. E não foi por falta de tentativas, certamente. E à medida que os anfitriões se obstinavam e acumulavam jogadores ofensivos no rush final, abriam-se espaços apetecíveis para matar o jogo num contra-ataque. Esteve perto, mas esta meia-final merecia um pouco mais de emoção. E quando faltava um minuto, aos 90+4, Kane virou-se e fez o 1-1.

Não houve tempo para mais e o PSG vai voltar a disputar a final da Liga dos Campeões, desta vez frente ao Arsenal.

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