Acompanhe as incidências e o relato do encontro
Gestão emocional do grupo: "É a parte mais importante nesta fase. É preciso ligar toda a gente para a exigência do jogo. Temos de nos focar na nossa parte e fazer tudo para vencer o jogo, perante uma equipa que precisa de pontos e que, com o novo treinador, tem sido uma equipa audaz, tem tentado ter mais protagonismo e pressiona alto. O Tondela vai dar a vida pelos pontos, mas nós temos de o dar, precisamos deles para igualar os pontos do 2.º classificado. Não dependemos só de nós, mas temos de fazer a nossa parte. Temos de ter esse extra de atitude. Temos de fazer um bom jogo para levar o Tondela de vencido".
Rotação frente ao AFS: "O adepto hoje diz para eu pôr o Manel e depois diz 'devias ter metido o António'. Não é só escolher 11 para jogar. Vou pôr os melhores? Os melhores é algo relativo. Este treinador tem a ver com a ligação com os jogadores, o que dizem e o que sentem. Não há muito para treinar. Neste jogo, houve jogadores que não estavam capazes de dar o seu contributo durante 60, 70 ou 80 minutos. As opções tiveram de ser essas, mas não é por aí. Não deixámos de ganhar pelas opções do jogo. Fizemos muito, tivemos oportunidades, não fizemos golos. Não fizemos um grande jogo, mas fizemos o suficiente para ganhar. Há jogadores esgotados e não dava para andar a tentar mais. Eles querem, mas o corpo não responde".
Desgaste mental após semanas difíceis: "É maioritariamente mental. É físico, mas digo que o mental ajuda o físico, pode piorar ou melhorar. Tem sido um desgaste enorme. A eliminação na Champions, com sentimento que podíamos ter feito mais história, é natural que mexa em termos mentais. A seguir temos o Benfica, que num segundo estamos a ganhar e depois estamos a perder. Há sensações que acabam por nos atingir. Logo a seguir tivemos de ir ao Dragão para lutar pela final da Taça de Portugal. Não gosto de dizer sorte, mas tem a ver com os calendários aleatórios - calharam-nos quatro jogos de exigência máxima seguidos que nos levaram a um limite mental e físico. Pagamos essa fatura, mas temos de viver com isso porque era o que nós queríamos: chegar até ao fim e lutar por todas as competições".
Renovação e timing do anúncio: "Não ligo a isso. Volto a dizer que estou feliz, estou num grande clube. Infelizmente, estas últimas semanas tiraram-nos da luta do tricampeonato, não há como fugir a isso. Estivemos até ao final em todas as competições e isso é que dita o que é o trabalho, se é bem ou mal feito. Tenho contrato com o Sporting, não me preocupa. O sentimento de confiança é diário e vai continuar a ser. O rumo está bem traçado e o trabalho é muito bem feito. Jamais deixarei que a culpa recaia sobre os jogadores. Eles têm sido fantásticos, têm dado tudo e merecem o meu louvor".
18 lesões ao longo da época e situações a prolongar-se: "Normal não é, como é lógico. Se tivéssemos tido 18 lesões musculares, aí tínhamos de repensar o que temos vindo a fazer, mas tivemos muitas lesões que não controlamos. Prejudicou a nossa gestão, claro. Não me queixo, mas pagamos a fatura. Não conseguimos gerir em alguns momentos. No início deu para gerir o esforço, mas no momento mais importante não conseguíamos, tínhamos jogadores da frente há muito tempo de fora, como o Quenda e o Ioannidis. Como é que vamos controlar lesões traumáticas? Há algumas (musculares), mas isso existe em todas as equipas. Nesta fase, sabíamos que corríamos o risco de mais lesões musculares, a sobrecarga era enorme. Não tivemos mais lesões musculares do que as outras equipas. Traumáticas tivemos algumas. Aconteceu de tudo e mais alguma coisa e condicionou, claro. Não vou ser maluquinho e dizer que não, mas faz parte do futebol".
Manto verde: "Não vou falar sobre isso, já disse o que tinha a dizer".
Plantel curto: "O Sporting tem um plantel com 28 ou 29 jogadores, mais a equipa B. No início, se adivinhássemos que íamos ter 10 jogadores com lesões que não controlamos... Mas há coisas que não sabemos. Fomos perdendo jogadores. Chegaram dois extremos em janeiro, o Luís (Guilherme) lesionou-se, o Faye teve dificuldades de adaptação. Aos poucos estão a chegar, o Faye perdeu espaço, mas o plantel foi feito com 28 ou 29 jogadores. Não controlamos as lesões, senão tínhamos de ter um plantel de 50 jogadores. Daqui a uns anos, se calhar vai existir, tendo em conta o calendário surreal. Cada vez há mais lesões, especialmente musculares".
Baixas: "Em dúvida está o Vagiannidis, Ousmane e Daniel Bragança, que já estava com o AFS".
Nuno Santos: "O Nuno voltou a treinar com a equipa no -1. Tinha treinado no -1, não foi convocado com o AFS, mas está bem e vai ser convocado para amanhã (quarta-feira)".
Mercado de inverno: "Acho que sim. Tínhamos o plantel equilibrado em todas as posições, não era pelo mercado de janeiro. Sabíamos que podíamos perder o Alisson, acrescentámos dois, mas disse que era numa perspetiva de futuro. O Matheus (Reis) merecia esse reconhecimento, foi uma decisão que ele quis e teve esse à vontade por tudo o que conquistou no Sporting. O Luís lesionou-se sozinho num treino, as toupeiras às vezes saem. Não é por aí. Tivemos lesões mais longas que ninguém espera".
Gestão com os jogadores: "Eles sabem o peso que têm na equipa. Sou de diálogo e sabem que em alguns momentos correm risco de lesão, mas a equipa precisa deles. Dou o exemplo: o Daniel (Bragança), no Dragão, nem devia estar em jogo. Só sentir que ele diz 'eu quero estar, é um jogo importante e quero ajudar, seja 5, 10 ou 15 minutos'. Entrou bem, continuou condicionado com o AFS e no Dragão, o sentimento dele para mim ganhou-me em cinco segundos. Não o quero perder, até porque vem de uma lesão gravíssima, mas o sentimento dele ganha logo um treinador. Na dúvida, jogou, entrou e ajudou a equipa. Eu sou sincero e eles sinceros comigo. O melhor médico deles são eles próprios. Eles conhecem-se melhor do que ninguém".
Terceiro lugar e próxima época: "Tenho contrato até 2027, é um não assunto".
Regressos frente ao Tondela: "Não podemos perder pontos, não há muitas soluções, mas ainda vou tomar decisões. Há jogadores que foram geridos, entraram, mas não quer dizer que estão recuperados totalmente. O Maxi, o Suárez e o Trincão têm tido uma sobrecarga de loucos. Não estavam com frescura, é natural. Pode haver mais gestão".
Motivação do grupo: "Sou otimista e tenho sempre muita confiança. A minha mensagem é otimista e de exigência. Temos de dar sempre o nosso melhor, eles sabem disso e, da minha parte, é só mostrar a confiança que sempre mostrei. Temos de seguir o nosso caminho. Eles sentem mais do que ninguém o que aconteceu. Mentalmente bate um bocado, mas sabem que a confiança é total. Não deixam de ser os jogadores que são, um grande grupo e uma grande equipa. Vão estar motivados para a exigência destes últimos jogos".
Recuperados: "O Fresneda, o Inácio e o Hjulmand estão fora. O Fotis (Ioannidis) também".