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Tribunal Arbitral do Desporto sem processos por falhas na integridade

Não quer dizer que não haja problemas de integridade, nem que as entidades andem desatentas, apenas que não houve decisões de instâncias disciplinares desportivas recorridas para o TAD”, começou por explicar João Miranda, na sua intervenção numa conferência sobre Integridade no Desporto, referindo-se às mais de 600 decisões tomadas durante esse período.

João Miranda foi um dos oradores da iniciativa do Instituto Português da Juventude e Desporto (IPDJ), tendo apresentado estes dados relativamente a decisões do TAD, no qual faz parte do quadro de árbitros desde a sua fundação, em 2015.

Apesar desta ausência de recursos ou contestações para o TAD, o especialista recorreu a duas decisões recentes para demonstrar exemplos de infrações, como os castigos impostos a uma jogadora portuguesa de futsal por realizar apostas em jogos de futebol e aos árbitros macedónios Gjorgji Nachevski e Slave Nikolov, que dirigiram a final da Liga dos Campeões de andebol de 2024 por falsificarem os seus testes físicos.

Racismo, xenofobia, doping e violência no desporto são outras situações passíveis de influenciar “a verdade das competições”, de acordo com o especialista, que apontou quatro passos para assegurar a integridade.

O primeiro passa por “delimitar o que é infração”, seguindo-se a definição de “normas que punam os ilícitos” e o “uso da força para a aplicação destas sanções”, para, finalmente, muitas das vezes estas decisões tenham um sentido “preventivo e pedagógico”, em contraponto com a impunidade.

A conferência Integridade no Desporto, promovida pelo IPDJ, decorre durante o dia de hoje, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

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