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Villas-Boas elenca "acontecimentos que parecem sempre beneficiar o clube do costume"

Este sábado foi divulgada mais uma edição da revista Dragões, com o editorial assinado por André Villas-Boas. E o presidente do FC Porto voltou a ter mira apontada ao Sporting.

Começou por lembrar as decisões do Conselho da Disciplina da FPF sobre as alegadas agressões de Luis Suárez a Bednarek e Morten Hjulamd a Tiago Galletto, bem como o gesto do avançado colombiano no clássico da Taça de Portugal.

Decidiu o Conselho de Disciplina da FPF arquivar os casos relativos à alegada agressão de Luís Suárez a Bednarek e a de Hjulmand a Tiago Galletto, do AFS, após terem sido ouvidas as diferentes equipas de arbitragem sobre o tema em questão, que confirmaram ter visto os lances e que os mesmos não eram passíveis de ação disciplinar. Nada disto surpreende (...) Não perderam tempo os cartilheiros ao serviço do manto verde a indignarem-se contra o melhor árbitro português, numa clara tentativa de amenizar os gestos de roubo que o jogador dirigiu ao árbitro Cláudio Pereira, que saiu de Alvalade com rótulo de ladrão e com uma garrafa de vidro na cabeça, e que valeram ao jogador apenas um (!) jogo de suspensão, quase que convenientemente alinhado com o primeiro jogo pós-paragem de seleções”, pode ler-se.

Não esqueceu o duelo entre Sporting e Tondela, marcado provisoriamente para 29 de abril, com o pressuposto de que os leões serão eliminados pelo Arsenal nos quartos de final da Liga dos Campeões.

Noutro âmbito, mas na linha de acontecimentos que inadvertidamente parecem sempre beneficiar o clube do costume, o FC Porto solicitou à Liga esclarecimentos sobre o caso da remarcação do Sporting–Tondela, um dos mais recentes escândalos que abalam a Liga Portugal, após o Sporting e a Liga decidirem, unilateralmente e fora do âmbito da Comissão Permanente de Calendários e de marcação de jogos, adiar um jogo de forma inesperada e infundada, quebrando assim o regulamento das competições. Dessa forma, o jogo será disputado fora do seu tempo, fora da primeira data disponível (1 de abril) e em condições desportivas radicalmente diferentes da altura em que deveria ser disputado, com data marcada para 29 de abril, no pressuposto de que se cumpre o desejo da Liga de ver uma equipa portuguesa ser eliminada da Liga dos Campeões. Desengane-se quem pense que o adiamento foi regulamentar ao abrigo da lei das 72 horas. Lá veio a sonsice no apoio a tal mentira. Isto já não é só prevaricar com a verdade desportiva: é influir diretamente no desfecho final do campeonato, tanto na luta pelo pódio como na luta pela manutenção”, atirou.

O Benfica também foi visado pelo líder portista.

"Por fim, uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar padres para rezar missas em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o FC Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas. O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas", atirou, deixando um desabafo irónico: "Que saudades devem ter dos apanha-bolas do FC Porto e da decoração do balneário do Dragão, que tanta falta fazem ao futebol português para encobrir outras práticas".

Deixou ainda elogios aos reforços de inverno do FC Porto.

"Em jeito de destaque e nunca menosprezando a força do nosso coletivo, nas muitas alegrias que vivemos, os jogadores que chegaram ao FC Porto neste mercado de inverno rapidamente perceberam do que este Clube é feito e quais as expectativas das suas gentes. Entre os golos e assistências do Oskar Pietuzewski, do Fofana e a estreia a marcar do Terem Moffi, merece destaque Thiago Silva, que atingiu a marca dos 1000 jogos, numa carreira em que a passagem pelo FC Porto se distingue pelas emoções a ela associadas", concluiu.

Leia o texto na íntegra:

O calendário futebolístico de março foi intenso, difícil e superado com distinção. Numa demonstração de crença e de união em torno dos objetivos que queremos atingir, o FC Porto deixou marca, futebol, ambição e espírito de equipa na Luz, em Alvalade, em Braga e contra o Estugarda, obtendo assim a qualificação para os quartos de final da Liga Europa.

Em jeito de destaque e nunca menosprezando a força do nosso coletivo, nas muitas alegrias que vivemos, os jogadores que chegaram ao FC Porto neste mercado de inverno rapidamente perceberam do que este Clube é feito e quais as expectativas das suas gentes. Entre os golos e assistências do Oskar, do Fofana e a estreia a marcar do Moffi, merece destaque Thiago Silva, que atingiu a marca dos 1000 jogos, numa carreira em que a passagem pelo FC Porto se distingue pelas emoções a ela associadas.

A época entra agora na sua fase decisiva e ficou evidente, em Braga, a dimensão dos perigos que esperam o FC Porto. Num mês que ficou marcado pelo vaticínio e pelo desejo da queda do FC Porto, eis que a equipa de Farioli foi capaz de responder à altura, desligada do ruído no qual a tentam afundar, conseguindo, através de bom futebol e de uma boa gestão da equipa, em que todos são decisivos, imbuída de um espírito de união e foco, obter os resultados que nos mantêm competitivos e a lutar pelos nossos objetivos em várias frentes.

Nas outras frentes, decidiu o Conselho de Disciplina da FPF arquivar os casos relativos à alegada agressão de Luís Suárez a Bednarek e a de Hjulmand a Tiago Galletto, do AVS, após terem sido ouvidas as diferentes equipas de arbitragem sobre o tema em questão, que confirmaram ter visto os lances e que os mesmos não eram passíveis de ação disciplinar. Nada disto surpreende, como não surpreende a futura introdução do cartão branco nas Ligas Profissionais, à boleia de Luís Suárez, que, numa tentativa de obter novo penálti a favor do Sporting, rapidamente se arrependeu e pediu desculpas. 

Que pena Hjulmand não ter tido essa dignidade nos Açores. Não perderam tempo os cartilheiros ao serviço do manto verde a indignarem-se contra o melhor árbitro português, numa clara tentativa de amenizar os gestos de “roubo” que o jogador dirigiu ao árbitro Cláudio Pereira, que saiu de Alvalade com rótulo de ladrão e com uma garrafa de vidro na cabeça, e que valeram ao jogador apenas um (!) jogo de suspensão, quase que convenientemente alinhado com o primeiro jogo pós-paragem de seleções.

Noutro âmbito, mas na linha de acontecimentos que inadvertidamente parecem sempre beneficiar o clube do costume, o FC Porto solicitou à Liga esclarecimentos sobre o caso da remarcação do Sporting CP–Tondela, um dos mais recentes escândalos que abalam a Liga Portugal, após o Sporting e a Liga decidirem, unilateralmente e fora do âmbito da Comissão Permanente de Calendários e de marcação de jogos, adiar um jogo de forma inesperada e infundada, quebrando assim o regulamento das competições. Dessa forma, o jogo será disputado fora do seu tempo, fora da primeira data disponível (1 de abril) e em condições desportivas radicalmente diferentes da altura em que deveria ser disputado, com data marcada para 29 de abril, no pressuposto de que se cumpre o desejo da Liga de ver uma equipa portuguesa ser eliminada da Liga dos Campeões. Desengane-se quem pense que o adiamento foi regulamentar ao abrigo da lei das 72 horas. Lá veio a sonsice no apoio a tal mentira. Isto já não é só prevaricar com a verdade desportiva: é influir diretamente no desfecho final do campeonato, tanto na luta pelo pódio como na luta pela manutenção.

Por fim, uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar “padres” para rezar “missas” em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o FC Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas. O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas.

São estas tristes realidades, e uma incapacidade evidente de gerir o futebol português, que afetam a credibilidade das instituições. Que saudades devem ter dos apanha-bolas do FC Porto e da decoração do balneário do Dragão, que tanta falta fazem ao futebol português para encobrir outras práticas.

O que nos move é o FC Porto, e um dos projetos que muito nos tem orgulhado nas duas últimas épocas é o futebol feminino. Com apenas dois anos de existência, o FC Porto chegou à sua primeira final da Taça de Portugal, que será jogada no Jamor contra o Benfica. A forma como chegámos até aqui, a alegria contagiante e a empatia que esta equipa tem entre si e os nossos adeptos são uma fonte de inspiração e orgulho para todos.

No voleibol feminino, vencemos a nossa primeira Taça de Portugal. Estão de parabéns o Miguel Coelho e as nossas atletas, bem como todas as equipas de apoio e a sua Direção, na pessoa do Mário Santos, Alberto Babo e Fernando Santos. Não posso deixar de agradecer também aos nossos parceiros nas modalidades, onde sou obrigado a distinguir a Nici e a Solverde pelo seu contínuo apoio e paixão por esta modalidade que nos tem enchido de alegrias. Que seja um grande ano e que sejamos capazes de terminar com o título nas mãos. Estamos todos a trabalhar para isso.

Por fim, é com muita honra e orgulho que vos comunico que daremos lugar à celebração de entrega das Rosetas de Ouro, no dia 21 de abril, aos Associados do Clube que cumprem 50 anos de uma ligação profunda e visceral ao Azul e Branco. Cinquenta anos significam uma vida plena de associativismo profundo, que, em muitos, comunga com as épocas mais gloriosas da vida do Clube, para as quais todos vocês contribuíram firmemente para o seu sucesso e crescimento.

Dizer-vos também que, fechados os contratos, contamos avançar com a movimentação de terras no Centro de Alto Rendimento durante o mês de abril, tendo pela frente quatro meses do mesmo, enquanto terminamos o licenciamento de uma obra que será angular no crescimento qualitativo das infraestruturas do FC Porto.

A partir de agora, o foco e a união têm de ser totais na luta pelo nosso bem comum, que é vencer. Não obstante tudo o que nos tentam fazer, o menosprezo que nos dão, é trabalhando e lutando sempre até aos nossos limites que venceremos, juntos!

Como despedida, um forte e profundo abraço ao meu amigo Silvino Louro. À sua família e amigos, os meus mais sinceros sentimentos.

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