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Marítimo celebra título de campeão da Liga 2 uma semana após subida de divisão

Assim que o árbitro Sérgio Guelho apitou para o final da partida da 32.ª e antepenúltima jornada, começaram os abraços e gritos de contentamento entre os protagonistas, que deram, depois, uma volta ao relvado do Estádio do Marítimo, no Funchal.

Após a festa inicial, iniciou-se a cerimónia protocolar, com jogadores e treinadores a recolherem ao balneário, para, posteriormente, serem chamados, um a um, de modo a receberem um merecido tributo por parte dos mais de 10.000 adeptos presentes no recinto.

Entre fumos em tons de verde e vermelho e fogo de artifício, o presidente Carlos André Gomes, visivelmente orgulhoso, destacou a "grande massa adepta" do Marítimo, preponderante para esta conquista.

Por sua vez, o treinador Miguel Moita, que substituiu Vítor Matos à passagem da 11.ª jornada, mostrou-se "feliz pela subida e pelo título de campeão", acrescentando que recebeu os parabéns de Leonardo Jardim, atual treinador dos brasileiros do Flamengo e com quem trabalhou, como adjunto, entre 2008 e 2024.

Vladan Danilovic, um dos jogadores mais utilizados em 2025/26, também falou aos jornalistas, admitindo que a equipa "sofreu muito para chegar até aqui", ideia corroborada por Samuel Silva.

"Esta família merece muito. Valeu a pena todo o esforço", expressou o guarda-redes, de 26 anos, a cumprir a terceira época nos verde-rubros.

Nas bancadas, o sentimento de orgulho pelo regresso à Liga também era evidente, com maritimistas de todas as idades a vibrarem com o momento, numa alegria recebida com igual entusiasmo por todas as gerações.

"Fico satisfeito que tenhamos conseguido voltar (ao primeiro escalão). Aliás, basta ver pelo número de pessoas que estão aqui presentes. Acho que o Marítimo tem claramente o seu lugar na Liga", confidenciou à agência Lusa António Rodrigues, histórico médico que esteve ligado ao departamento clínico do clube durante cerca de 30 anos.

O médico, que tem lugar anual na bancada poente, afirmou ainda estar "alegre, como todos os maritimistas" pelo regresso do emblema insular ao convívio entre os grandes, três anos após a despromoção ao escalão secundário, em 2022/23.

"O Marítimo merece estar sempre na Liga. Acho que voltamos e, agora, é para ficar. Temos é de preparar bem o futuro", notou, já perspetivando a próxima temporada.

Já Guilherme Silva, um adepto de outra geração, com apenas 17 anos, lembrou que, após a derrota na primeira jornada, frente ao Lusitânia de Lourosa (1-0), "não esperava" subir de divisão, porém, tudo mudou com o passar do tempo. 

"A equipa foi ganhando confiança e os adeptos começaram a acreditar. O Marítimo está novamente no lugar que merece, na Liga. Agora, é dar continuidade ao bom trabalho", notou o jovem.

O Marítimo conquistou este sábado a Liga 2 pela terceira vez, depois das conquistas em 1976/77 e 1981/82, ao vencer na receção ao Leixões, por 3-2, sucedendo, desta forma, ao Tondela no historial da competição.

Francisco Gomes, aos 10 minutos, Serif Nhaga (23), este na própria baliza, e Ibrahima Guirassy, aos 50, marcaram para o conjunto madeirense, líder isolado, agora com 66 pontos, mais 12 que o Académico de Viseu (segundo), que ainda joga no sábado, recebendo o Vizela, quando faltam apenas duas jornadas para o final do campeonato.

Por sua vez, Luccas Paraízo, aos 18 minutos, e Benjamin Kanuric, aos 82, marcaram para os forasteiros, que mantiveram a incerteza no resultado até final e seguem no sexto lugar da prova, com 44 pontos.

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