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Loja e 15 garagens alienadas no leilão de imóveis do Boavista

Desde 03 de março, três dezenas de imóveis estiveram eletronicamente à venda no sítio oficial da leiloeira Leilosoc na Internet, mas só pouco mais de metade foi alvo, pelo menos, das verbas mínimas de licitação definidas.

A loja situada nas imediações do Estádio do Bessa, no Porto, teve o lance mais alto entre os ativos arrematados, ao valer 181.000 euros, acima do montante mínimo de 176.825, estando o valor base cifrado em 203.348,75.

Dos 28 lotes de garagem, cujos montantes mínimos oscilavam entre os 21.942 e os 74.796 euros, 15 foram vendidos por valores dos 21.280 aos 38.480.

Sem licitações de, pelo menos, 567.840 euros ficou o apartamento T1 duplex, que inclui três varandas, garagem e arrumos e está situado no mesmo local da loja, com 145,40 metros quadrados de área bruta privativa.

Todos os ativos tiveram ofertas e, como algumas ficaram próximas do valor mínimo estipulado, será aberto um processo pela Leilosoc a partir de segunda-feira para tentar melhorar as apreciações e fechar mais adjudicações.

Confirmada a venda de alguns imóveis da massa insolvente do Boavista a novos proprietários, fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que o restante património do clube portuense que ainda não está em condições de ser alienado poderá entrar nas próximas semanas em leilão eletrónico.

Em fevereiro, a administradora de insolvência do Boavista, Maria Clarisse Barros, prescindiu da coadjuvação da direção axadrezada, presidida por Rui Garrido Pereira, na gestão da atividade do clube e passou a assegurá-la, na companhia de outra pessoa, com o acordo da comissão de credores.

O Boavista havia chegado a acordo com os credores para manter a sua atividade, sob o compromisso de cobrir o défice corrente da sua exploração, mas falhou no mês passado o depósito na conta da massa insolvente de 54.180 euros, sobre despesas correntes mensais, mais 96.000 euros, numa das prestações, tendo a primeira quantia sido assegurada com intervenção do acionista maioritário da SAD axadrezada, o hispano-luxemburguês Gérard Lopez.

O clube teve a sua liquidação aprovada em setembro, por estar a gerar prejuízos na massa insolvente, acumulando dívidas superiores a 150 milhões de euros (ME), enquanto a SAD viu os respetivos credores votarem por unanimidade a continuação da atividade da sociedade.

A Boavista SAD tinha sido despromovida à Liga 2 em maio de 2025, após cumprir 11 épocas seguidas no escalão principal, sendo um dos cinco campeões nacionais da história, devido ao título conquistado em 2000/01.

Os problemas financeiros viriam, depois, a impedir o licenciamento das panteras para as provas organizadas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), deixando-as sem equipa profissional no verão, enquanto eram relegadas por via administrativa para o escalão principal da associação do Porto.

A Boavista SAD está a jogar na condição de anfitriã no Parque Desportivo de Ramalde, a 2,5 quilómetros do Estádio do Bessa, inutilizado desde maio, e foi despromovida à segunda divisão distrital a seis jornadas do fim, tendo sete impedimentos de inscrição de novos futebolistas junto da FIFA.

Essas restrições já tinham vigorado em anos anteriores e reapareceram em 2025, travando a utilização dos reforços oficializados no verão e forçando a sociedade liderada pelo senegalês Fary Faye a alinhar com antigos e atuais jogadores da equipa de sub-19 axadrezada, integrada na 2.ª Divisão nacional do escalão.

Por estar solidário com as dívidas da SAD, da qual detém 10% do capital social e acusou de falhar o cumprimento integral do protocolo celebrado entre as partes, o clube abdicou de competir na quarta e última divisão distrital em outubro do passado, sem fazer qualquer partida esta época, já depois de ter lançado uma equipa sénior independente daquela sociedade.

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