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De Rossi e o sucesso no Génova: "Como treinador tenho de saber moderar as minhas convicções"

De Rossi, depois de suceder a Patrick Vieira em novembro, conduziu o Génova de uma posição próxima da zona de despromoção para um lugar confortável a meio da tabela.

"Houve uma série de fatores que fizeram com que as coisas corressem bem. Não existe treinador que consiga ter sucesso sem o apoio do clube e dos jogadores. Os clubes precisam de um treinador e de um grupo de jogadores que façam bem o seu trabalho, enquanto supervisionam e gerem o clube. O Génova com o Vieira, sempre disse, estava a somar menos pontos do que merecia em campo. Isto é o futebol. A diferença está na forma como se ultrapassam os momentos negativos. Houve uma altura em que somámos dois pontos em cinco jogos. O Sucu e o Blazquez estiveram sempre ao meu lado, nunca senti qualquer sinal de abandono. E como já vivi situações no passado em que perdi alguma confiança após os primeiros resultados negativos, só posso realçar este apoio", explicou.

De Rossi acrescentou depois uma reflexão.

"Nascemos treinadores com ideias, sonhos e por vezes utopias. Com ídolos e treinadores que queremos seguir, mas ao longo do caminho é preciso perceber o que realmente é preciso e moderar um pouco as convicções mais rígidas. Sinto que evoluí neste percurso graças aos jogadores, que sempre deram tudo. Antes de mais, quero incutir uma alma nos rapazes, depois acrescentaremos o resto. Não basta ter alma para jogar futebol; o treinador tem de saber tirar o melhor de cada um, mas se não se começar por uma alma que não nos vire as costas nos momentos difíceis, então não existe", concluiu.

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