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Junta Eleitoral do Real Madrid defende-se e nega acusações de Enrique Riquelme

A Junta Eleitoral do Real Madrid emitiu esta terça-feira um comunicado oficial para responder às declarações do candidato à presidência, Enrique Riquelme, que tinha questionado o acesso ao censo eleitoral e a segurança do voto por correspondência tendo em vista as eleições do próximo dia 7 de junho.

O organismo negou categoricamente ter facultado o censo a qualquer uma das candidaturas e garantiu que tanto a liderada por Florentino Pérez como a de Enrique Riquelme receberam por escrito o mesmo procedimento para fazer chegar informação e material eleitoral aos sócios, através do clube.

Além disso, a Junta Eleitoral defendeu a transparência do processo e manifestou preocupação pelas dúvidas levantadas sobre a custódia do voto por correspondência. No comunicado, recordou que as candidaturas têm a possibilidade de designar interventores acreditados para supervisionar de forma contínua a zona onde os votos são armazenados, sob sistemas de segurança e videovigilância. O organismo concluiu reafirmando que todas as ações estão a ser desenvolvidas em conformidade com a normativa em vigor e pediu respeito pelo processo eleitoral em curso.

Comunicado na íntegra:

"Perante as declarações do candidato Enrique Riquelme, nas quais afirma que apenas uma das candidaturas gere o censo do clube, bem como as dúvidas e a desconfiança manifestadas relativamente à guarda e custódia do voto por correspondência, esta Junta Eleitoral declara o seguinte:

1. A Junta Eleitoral não facultou o censo eleitoral a nenhuma das candidaturas que concorrem às eleições do próximo dia 7 de junho.

2. A Junta Eleitoral transmitiu às duas candidaturas, por escrito, o procedimento para que possam enviar informação, documentação e material aos sócios. Além disso, ao candidato Enrique Riquelme foi comunicado pessoalmente este ponto no dia em que apresentou a sua candidatura.

3. Este procedimento está estabelecido nas normas que regem o processo eleitoral (ponto 2 da secção sobre o censo eleitoral) publicadas para esse efeito. Nessas normas explica-se que as candidaturas devem fornecer à Junta Eleitoral a informação, documentação e material que pretendem enviar aos sócios e o clube encarrega-se do envio.

4. A Junta Eleitoral estabeleceu segunda-feira, 1 de junho, às 18:00, como o prazo final para receber a informação, documentação e material que cada candidatura quisesse enviar aos sócios.

5. A Junta Eleitoral mostra-se muito preocupada com as declarações de Enrique Riquelme, nas quais coloca sob suspeita a custódia e segurança do voto por correspondência, já que, em resposta a uma questão dessa candidatura sobre este tema, a Junta Eleitoral respondeu por escrito, do qual transcrevemos este excerto:

“Com o objetivo de reforçar a transparência e a confiança na integridade do procedimento de custódia do voto por correspondência, as candidaturas que o solicitem poderão designar um dos interventores devidamente acreditados para permanecer de forma contínua nas imediações do acesso à sala destinada à custódia dos votos.

A presença dos interventores nessa zona será entendida como realizada num espaço sujeito aos sistemas de vigilância e segurança existentes nas instalações do clube, ficando sujeita ao regime de videovigilância aplicável e ao tratamento das imagens que, se for o caso, resulte adequado em conformidade com a normativa em vigor”.

6. Assim, qualquer informação, documentação ou material que chegou aos sócios de qualquer candidatura a partir do clube foi tramitada de acordo com o procedimento e a normativa em vigor.

7. A Junta Eleitoral está a seguir com rigor e precisão a normativa aplicável em todos os momentos durante o presente processo eleitoral, pelo que pede respeito."

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