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Álvaro Pacheco, que falava em conferência de imprensa de antevisão ao encontro da 33ª jornada da Liga, reconheceu que a derrota (1-0) em Tondela deixou marcas na equipa fruto das expulsões Cassiano e Livolant, e dos castigados André Geraldes, Iyad Mohamed e Rafael Brito, que completaram séries de cartões amarelos.
“Esta frustração tem de ser transformada em coragem e resiliência. Temos dois jogos pela frente. Com o Vitória será o primeiro. Temos de nos focar naquilo que controlamos. Dependemos ainda de nós na lutar pelos nossos objetivos (a manutenção). Temos de ser capazes de conquistar aqueles pontos que nos levam ao que pretendemos”, começou por dizer.
Contudo, as condicionantes não se ficam por aqui já que Larrazabal e Adbu trabalharam de forma condicionada e estão em dúvida para o encontro com os vimaranenses. Situação que não tira a fé a Álvaro Pacheco, treinador expulso na última jornada e que também não estará no banco de suplentes.
“Nesta altura era importante termos todos, mas faz parte daquilo que é o futebol. A semana foi tranquila, a resposta foi boa. O que sei é que o Vitória está com um problema de um jogador, nós estamos com cinco ou sete. Estamos com mais fragilidades do que o adversário. Temos de pegar nesta adversidade e darmos ainda mais resiliência, mais força, mais união, mas principalmente foco e compromisso com o nosso objetivo: a permanência. Não vou estar no campo. Só irei estar atento ao nosso jogo e na forma como posso ajudar os meus jogadores”, prometeu.
Tendo a Liga já um vencedor, o FC Porto, a luta pela manutenção assume importância semelhante àquela que se verifica entre Benfica e Sporting, no acesso à Liga dos Campeões. Por isso Álvaro Pacheco é claro e diz mesmo que “equipa reforçou-se do espírito casapiano” na luta pelos pontos.
“É sem dúvida a nossa ‘Champions’. Há equipas que fazem campeonatos fabulosos e não são campeões. Conseguem ser campeões naquilo que são os seus objetivos. Para nós, que estamos a lutar pela permanência, sem dúvida nenhuma é a nossa ‘Champions’, é isso que pretendemos. Sabemos da importância que é ficar na Liga. Sabemos qual é a responsabilidade do momento”, afirmou.
Ainda assim, com seis pontos em disputa até ao final da época, o treinador considera que o embate com os minhotos é determinante.
“Este vai ser um jogo difícil, mas não tenho dúvidas nenhumas que o último jogo (com o Rio Ave) é que vai decidir. Este jogo com Vitória SC, não é um jogo de vida ou morte. Temos de estar tranquilos e jogá-lo à nossa maneira. O Vitória, a jogar em casa, vai procurar o triunfo e nós temos de manter o nosso plano, a equipa coesa e com um controlo emocional muito grande. Os pormenores vão ser decisivos. Quem estiver mais assertivo vai estar mais perto de vencer”, concluiu.
O Casa Pia, 16.º classificado da Liga, com 26 pontos, defronta esta segunda-feira, às 20:15, o Vitória SC, sétimo com 42 (em igualdade com o Moreirense), na cidade berço em jogo da 33.ª jornada que será arbitrado por Luís Godinho, de Évora.