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Mourinho aborda continuidade e invencibilidade pré-dérbi: "Há muito que não ganhamos em Alvalade"

Acompanhe as incidências e o relato do encontro

Dérbi com o Sporting: "Um dérbi é um dérbi. Não há necessidade de motivação extra, independentemente de classificações e objetivos. Trata-se de um jogo importante, mas se fosse no verão, no torneio do Algarve, seria sempre um dérbi também. Gosto de o jogar, sei das dificuldades, mas sei do prazer que é jogar jogos desta dimensão. Os objetivos são os de sempre: ganhar e respeitar a essência de um dérbi. São dos jogos que menos me preocupam a nível motivacional".

Onze inicial: "Não dou. O Rui também não dá a dele. Se quisesse trocar, eu trocava sem problema. Não vejo grande vantagem em esconder ou não, mas não vou dar. Eventualmente, não haverá surpresas que justifiquem secretismo".

Invencibilidade na Liga: "Há muitas maneiras de olhar para ela. Já disse que há empates que não fazem do Benfica maior do que aquilo que é. Há empates que, pelo contrário, foram sentidos como derrotas. Desperdiçámos vitórias nos últimos minutos, com o Casa Pia não fizemos um bom jogo. Temos outros empates que nos sentimos prejudicados e que teriam sido vitórias se não fossemos prejudicados. De uma maneira objetiva, diria que uma equipa que não está, nem nunca esteve, à frente do campeonato, precisa de ser resiliente, séria, honesta e respeitadora dos valores do clube e sentimentos dos adeptos. Esta equipa lutou sempre. Se não ganho, não perco, mas vamos com tudo até ao fim de cada jogo.

O lado negativo da coisa é olharmos para alguns jogos, tipo Santa Clara e Rio Ave em casa, o Casa Pia fora, que olhamos e dizemos 'isto são derrotas, não são pontos ganhos, são pontos perdidos'. Têm significado na tabela. Há um aspeto que é o facto de termos os mesmos pontos que o Benfica tinha na época passada, exatamente à mesma jornada. Pontos que permitiram lutar pelo campeonato até ao último minuto do último jogo e este ano, em função do número de pontos que o FC Porto tem feito, deixam o Benfica a sete pontos do primeiro classificado. As classificações dizem muito sobre o teu mérito ou demérito, mas também do mérito ou demérito dos teus adversários mais diretos. O FC Porto tem 17 pontos a mais do que na época passada, o Sporting terá mais dois ou três. Não temos feito uma época boa, porque no Benfica épocas boas dão campeonatos, mas em condições normais estaríamos numa situação diferente. Se me dá prazer não ter derrotas até agora? Não muito. Preferia ter um par de derrotas, menos empates e mais pontos, mas diz qualquer coisa de positivo sobre esta equipa".

Continuidade no Benfica: "Como posso dizer uma coisa dessas? Não depende só de mim, é óbvio. Um treinador, um jogador, um diretor de imprensa, um fisioterapeuta. Todos nós, numa estrutura de um clube ou até você, jornalista, não podemos garantir que vamos estar aqui nos próximos 10 anos. Não posso garantir".

Aursnes e Tomás Araújo: "O Aursnes está, treinou a semana toda, já viram que ele jogou 15 minutos contra o Nacional, que foi o culminar de uma semana não a full time, mas de algum trabalho e esta semana trabalhou sem limitação e está bem para jogar. Vai jogar. Dá-nos muita coisa, uma das coisas é o equilíbrio. É um jogador de inteligência específica importante, joga em diferentes posições, contextos e conceitos. O Tomás treinou sem limitação ontem (sexta-feira) e hoje (sábado) e considero, apesar de termos uma breve sessão de manhã, que está em condições de jogar".

Dérbi aberto e Clássicos aborrecidos: "Não sei. Se calhar não estou de acordo. O jogo em casa com o FC Porto foi um jogo com quatro golos, em que uma equipa foi dominadora, quase arrasadora, depois outra equipa que foi dominadora e quase arrasadora nos últimos 20/30 minutos. Foi um jogo forte, de duas equipas fortes. O jogo com o Sporting, na Luz, é um bom começo do Sporting, que se superioriza no marcador e no jogo e depois, a partir dos 25 minutos, o Sporting não voltou a rematar à baliza do Benfica. O jogo com o SC Braga, que o pessoal gosta de se esquecer, foi outro jogo com quatro golos, diria cinco porque fizemos um golo que nos daria a vitória. Outro jogo ultra animado. O jogo no Porto termina 0-0 e esse sim, numa altura em que as duas equipas estavam ainda no primeiro terço do campeonato, foi mais calculista. É o único jogo em que estaria de acordo com o seu comentário".

Ríos: "Está bem. Como eu disse, a seguir ao jogo com o Nacional, não parecia preocupante. Tenho medo de músculos, de joelhos, mas pouco ou menos medo de tornozelos. Não treinou o primeiro dia da semana, mas a partir daí treinou a full time".

Segundo lugar em risco caso não vença o Sporting: "É o jogo da matemática. Se não ganharmos, será possível matematicamente, mas apesar de me terem trucidado pelo meu pragmatismo continuo a repetir que uma coisa é a matemática pura e outra é o pragmatismo dos números. Se não ganharmos, vamos dar tudo, vamos atrás. Se deixar de ser matematicamente possível, vamos atrás da história do clube, mas ficaria muito mais difícil. Prefiro ser otimista e pensar que podemos ganhar amanhã".

Nova pergunta sobre continuidade: "Qual impasse? Já falei há dois meses, há 15 dias e a semana passada sobre esta situação. Não garanto que fico? Garante que fica na RTP na próxima época?".

Crença na vitória em Alvalade: "Faz-me acreditar na nossa história no campeonato, somos uma equipa difícil para qualquer adversário. Nenhuma equipa teve um jogo fácil contra nós. A equipa que teve o jogo mais fácil contra nós foi o Casa Pia. Todas as outras equipas tiveram jogos difíceis. Quero acreditar nesta linha de comportamento e no trabalho que fizemos durante a semana. Não tenho razão em não acreditar, mas estou de acordo que o Sporting está a jogar muito bem, fez agora dois jogos muito bons na Liga dos Campeões e temos de ser coerentes, até humildes, no sentido de reconhecer que vamos ter um jogo muito difícil. Não sou top em estatísticas, mas parece-me que o Benfica há muito que não ganha o dérbi em Alvalade, mas vamos lá para ganhar".

Árbitro João Pinheiro: "Só critico depois dos jogos, não critico antes. Dou a maior confiança aos árbitros, não me parece correto duvidar da competência e honestidade de cada um deles. Antes dos jogos, vir o João Pinheiro, o Veríssimo, qualquer um deles, dá-me igual. Antes do jogo não digo nada. Depois, sinto-me na liberdade de analisar e dizer 'gostei, gostei pouco, não gostei'. A nomeação do João Pinheiro não me diz nada".

Diferenças em relação à primeira volta: "É difícil. Podemos contextualizar o dérbi e dizer que o Sporting e o Benfica precisam de ganhar. O empate dará ao Sporting uma maior segurança relativamente ao 2.º lugar, mas não lhes interessa, o foco deles é ganhar o campeonato. Independentemente das variantes, dérbi é dérbi e não consigo imaginar o que pode acontecer. O que posso tentar fazer é reduzir ao máximo a imprevisibilidade de um jogo de futebol. Foi isso que fizemos durante a semana".

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