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Liga dos Campeões: O método Simeone é o que o Barcelona ambiciona

Reveja aqui as principais incidências da partida

Conseguiu-o. E todos acreditavam que o ia conseguir. Mesmo em circunstâncias extremas, como o 0-2 rápido alcançado pelo Barcelona na primeira parte. Mas a competitividade demonstrada pelo Atlético de Simeone nas eliminatórias frente aos blaugrana foi determinante para continuar a sonhar na Champions. Foi precisamente isso que faltou à equipa de Hansi Flick.

E, apesar de mais apurada nesta época, a capacidade do Cholo diante dos catalães é uma questão histórica. Ao ponto de se tornar o primeiro treinador a eliminar o Barcelona por três vezes na Champions. José Mourinho, némesis histórica do Camp Nou, tinha ficado pelas duas.

Musso, peça-chave na eliminatória

13 defesas de Musso, dois cartões vermelhos para o Barcelona e uma posse global de 35-65 são dados decisivos para perceber o que faltou e sobrou neste duplo confronto dos quartos de final. Mas ficam os golpes nos momentos certos: o combo vermelho para Cubarsí e golo de livre na mesma jogada da primeira mão, apenas um remate à baliza dos colchoneros na segunda parte da primeira mão e golo de Sorloth; só um na primeira parte da segunda mão e golo de Lookman quando Musso já tinha feito cinco defesas de grande nível... A própria entrada do norueguês na eliminatória para forçar esse golo e o vermelho de Eric García. E a gestão das energias por parte de Simeone, tanto com as substituições nos jogos como com os descansos prévios na Liga, permitiu-lhe chegar muito fresco aos finais de ambos os encontros para se defender das ofensivas blaugrana.

Esta realidade pode ser transposta para a outra eliminatória da Taça do Rei. No total, Juan Musso sai como herói com 23 defesas nestes jogos. O Barcelona pode orgulhar-se do seu desempenho e da forma como esteve à altura para recuperar tanto na Taça como na Champions, mas jogar tantas vezes em desvantagem e não saber ler os jogos nos momentos decisivos deixou-lhe apenas a Liga como único palco de luta para o final da época.

Uma lição também aplicável à idade das duas equipas. Ao jovem projeto do Barcelona, repleto de jogadores da formação e com peças-chave como Cubarsí, Lamine Yamal ou Fermín, ainda falta a maturidade de Griezmann, Le Normand, Llorente ou do próprio Sorloth. Por isso uns continuam a sonhar na Champions e outros voltam a ficar com o rótulo de meritórios.

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