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Lista preliminar do México para Copa do Mundo provoca atrito com clubes locais

Há 40 anos, o lendário técnico Bora Milutinovic reuniu a Seleção Mexicana quatro meses antes da Copa do Mundo que seria disputada em casa no meio de 1986. Um dos jogadores que fizeram parte da lista final do sérvio era Javier Aguirre, que viu muitos benefícios nessa metodologia.

Confira a tabela da Copa do Mundo

Por isso, quando Aguirre assumiu a responsabilidade de comandar o México na África do Sul em 2010, o treinador optou por um longo período de concentração antes do torneio, tentando criar sinergia no elenco e garantir um bom desempenho em campo. Agora, 16 anos depois, ele quer repetir o mesmo processo, em meio a inúmeras reclamações.

Um plano polêmico

Convencido, mesmo com os resultados ruins, de que a metodologia vivida com Milutinovic é o que mais convém para a seleção disputar sua terceira Copa como anfitriã, Aguirre seguiu os passos do icônico treinador sérvio, começando por pedir a disponibilidade dos jogadores da Liga MX mais de um mês antes, mesmo interferindo na fase final do campeonato.

Para isso, Aguirre visitou cada um dos donos dos times da Liga MX e apresentou detalhadamente seu plano de concentração de quase 40 dias e a necessidade de deixar a fase final do Clausura 2026 sem jogadores convocados do futebol local; todos concordaram. “Falei para o Amaury Vergara, dono do Chivas, que ele seria o mais prejudicado”, contou Aguirre. O Guadalajara cedeu cinco titulares.

As críticas surgiram imediatamente, causando muita insatisfação entre os torcedores por afetar seus interesses e paixões. “Isso é um projeto, não é um capricho, é um projeto para tentar fazer uma grande Copa”, defendeu Javier Aguirre, há um mês, em coletiva de imprensa antes da Data FIFA.

Confusão e caos

Mas, mesmo com tudo acertado e fiel a uma tradição caótica, o anúncio da tão falada lista preliminar foi um verdadeiro turbilhão que acabou gerando um desconforto ainda maior do que o inicial.

Depois de horas de atraso para divulgar a lista, as mensagens dos dirigentes não tiveram a transparência esperada no início do processo e deixaram o ambiente ainda mais estranho. Com o meio-campista Marcel Ruiz fora da lista e ainda se recuperando, os dirigentes da seleção avisaram que os convocados não tinham vaga garantida na Copa do Mundo, como havia sido dito, e que tudo poderia acontecer.

Esse anúncio causou um abalo emocional nos jogadores chamados e nos times que perderam peças importantes. De repente, a lista preliminar perdeu o sentido e, para piorar, os clubes da Primeira Divisão que estavam na fase final começaram a questionar se valia a pena liberar seus atletas. Um caos típico do futebol mexicano, que vive anos de incerteza desde o fracasso na Copa do Catar em 2022. Um primeiro episódio que marca o início de mais um capítulo na bizarra história do México em Copas do Mundo.

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