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Victor Wanyama, antigo médio do Tottenham, explica por que se retirou aos 34 anos

Victor Wanyama fez o anúncio através de uma mensagem emotiva nas redes sociais, afirmando que realizou o seu sonho e agradeceu a todos os que o apoiaram ao longo do seu percurso.

“Hoje anuncio a minha retirada do futebol”, explicou Wanyama numa declaração publicada nas redes sociais.

A retirada de Wanyama, que deixou o país da África Oriental rumo à Europa em 2007, quando ingressou no Helsingborg, na Suécia, gerou reações mistas entre vários intervenientes.

Enquanto alguns consideraram que o antigo médio do Tottenham tomou a decisão certa ao retirar-se, outros defenderam que ainda tinha mais anos de carreira pela frente para continuar a jogar.

Wanyama, que conquistou o título da Premiership escocesa logo na sua primeira época ao serviço do Celtic, esclareceu os motivos da sua decisão, apontando para uma lesão recorrente no joelho como razão para “afastar-se” e evitar mais stress.

"Tive de passar por muita dor"

“Tenho vindo a gerir esta lesão há algum tempo e chegou o momento de me afastar, para não me preocupar mais,” afirmou Wanyama.

Tive de suportar muita dor ao longo dos anos devido à posição em que jogo e à forma como gosto de jogar, com intensidade física. Agora estou ansioso por aprender", acrescentou.

Questionado sobre se se arrepende de ter terminado a carreira tão cedo, Wanyama respondeu: “Considero-me afortunado por ter conseguido gerir a lesão no joelho durante seis anos antes de me retirar, e não tenho qualquer arrependimento.”

Ao confirmar a sua retirada, Wanyama deixou em aberto a possibilidade de enveredar pela carreira de treinador. Quando questionado se está disponível para treinar no Quénia ou em África, afirmou: “Treinar no Quénia e em África não faz parte dos meus planos imediatos. Já falei com clubes em Londres. Tenho a minha fundação aqui em Nairobi, onde continuo a trabalhar com jovens e a treinar todos os dias. Vejo o trabalho com as novas gerações como o primeiro passo a dar. O meu sonho é treinar na Europa. Esse tem de ser o meu objetivo.”

No Tottenham, Wanyama é recordado pelo potente remate que resultou no golo do empate 2-2 frente ao Liverpool, em 2018, eleito Golo do Mês da Premier League.

Wanyama tornou-se o primeiro jogador queniano de sempre a marcar na Liga dos Campeões, ao inaugurar o marcador na vitória do Celtic por 2-1 frente ao Barcelona, em 2012.

Em 2013, Wanyama transferiu-se para o Southampton por 15 milhões de euros, tornando-se o jogador mais caro vendido por um clube escocês até então, superando os 12 milhões pagos pelo Spartak Moscovo por Aiden McGeady em 2010.

Wanyama tornou-se capitão dos Harambee Stars em 2013 e representou o Quénia na Taça das Nações Africanas (CAN) de 2019, no Egito.

Somou mais de 60 internacionalizações pelo Quénia desde a sua estreia em maio de 2007, quando tinha apenas 15 anos.

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