Dorival Júnior argumentou que a superioridade numérica acabou por travar o jogo e prejudicar o espetáculo. Para o treinador alvinegro, a arbitragem de Rodrigo Pereira de Lima também ignorou um penálti em cima do médio corintiano André.
“A grande penalidade não marcada foi um absurdo. Não ser avaliada pelo árbitro de vídeo é pior ainda", disse o técnico.
"Fomos uma equipa incisiva em cima de uma grande equipa como o Flamengo. Eu preferia que não existisse a expulsão, porque depois dali acabou o jogo. Isso vem acontecendo com frequência no Campeonato Brasileiro: não temos 60 minutos de bola a rolar em nenhuma das partidas. Isso está a tirar o brilhantismo das partidas", analisou.
Evertton Araújo recebeu o cartão vermelho devido a uma entrada sobre Breno Bidon. Apesar da revisão no VAR, o árbitro manteve a decisão de campo e confirmou a expulsão do atleta.
Pressão e jejum de vitórias
Com o Corinthians a acumular 7 jogos sem vencer, a pressão sobre o cargo de Dorival aumentou. O treinador, porém, recusou qualquer hipótese de desistência e defendeu a organização do trabalho atual em comparação com o ano anterior.
“Continuar a trabalhar, só isso, não tem outro caminho. Tenho consciência do que estou a desenvolver dentro do Corinthians desde o dia em que cheguei. É um momento que incomoda? É. Mas o ano passado foi muito mais difícil. Este ano as coisas estão organizadas. Eu vejo uma equipa determinada. Se você desistir no primeiro momento, é muito fraco para qualquer situação", respondeu.
A lesão de Memphis
Memphis Depay, que participou na jogada do golo do empate, foi substituído após sentir um problema muscular. Dorival explicou o relato do atleta no momento da lesão.
“Ele sentiu um incómodo e, segundo ele, a sensação é de que o músculo ‘embolou’. Foi na bola que ele inverteu para o Bidu, de onde saiu o golo. A partir dali, não teve mais condições", revelou o treinador.
O Corinthians terá agora um período de treinos antes do próximo desafio, que será contra o Fluminense, no dia 1 de abril (quarta-feira), no Maracanã.