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Mundial-2026 envolto em polémica antes do arranque: Irão e RD Congo geram preocupação

A seleção iraniana vai instalar-se em Tijuana, no México, depois de alegadamente não ter autorização para permanecer nos Estados Unidos durante o Mundial. “Os EUA não querem que a seleção nacional iraniana se instale no seu território”, revelou a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, explicando que o Irão pediu apoio ao México para acolher a equipa.

A FIFA confirmou oficialmente, na noite de segunda-feira, a mudança de última hora para a cidade fronteiriça de Tijuana, onde a equipa Melli vai treinar no Centro Xoloitzcuintle. As autoridades mexicanas estão agora a coordenar com a FIFA os detalhes logísticos da estadia, numa altura em que o organismo máximo do futebol continua a enfrentar desafios para assegurar a participação das 48 seleções no Mundial organizado por Estados Unidos, México e Canadá.

O Irão vai desistir?

Persistem, no entanto, várias questões por resolver em torno da presença do Irão no Mundial. Alguns jogadores da equipa Melli apresentaram os pedidos de visto na embaixada dos Estados Unidos em Ancara, durante o estágio realizado na Turquia, mas continua sem existir uma garantia total de entrada no território norte-americano.

Além disso, o Irão terá obrigatoriamente de permanecer nos Estados Unidos durante parte da competição, já que vai disputar os encontros frente à Nova Zelândia, a 16 de junho, e à Bélgica, a 21 de junho, em Los Angeles, antes de defrontar o Egito, a 27 de junho, em Seattle, na última jornada da fase de grupos.

Por isso, parece pouco provável que a seleção viaje apenas nos dias de jogo e regresse de imediato ao centro de estágio em Tijuana. Ao mesmo tempo, mantém-se a incerteza sobre a vontade do próprio regime iraniano em participar na competição, face ao receio de possíveis protestos e manifestações durante os jogos, cenário que poderá gerar imagens embaraçosas para o país. Nesta altura, uma eventual desistência voluntária ainda não está totalmente afastada.

Inquietação devido à quarentena por Ébola

A situação da República Democrática do Congo também levanta preocupações a poucas semanas do Mundial. Devido ao surto de Ébola no país africano, a seleção congolesa deverá cumprir um período de isolamento de 21 dias antes de entrar nos Estados Unidos, segundo indicou Andrew Giuliani.

A equipa pretende instalar-se em Houston a partir de 11 de junho, naquela que será apenas a segunda presença da RD Congo num Campeonato do Mundo, depois da participação em 1974, ainda sob a designação de Zaire. Giuliani garantiu que a prioridade é “a segurança da população americana, das seleções participantes e dos milhões de adeptos”.

Apesar disso, o problema deverá ser ultrapassável do ponto de vista desportivo, já que nem o selecionador Sébastien Desabre nem os jogadores convocados estiveram recentemente no país de origem. Ainda assim, tudo indica que a seleção africana terá de disputar a competição sem o apoio presencial dos seus adeptos.

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