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Rui Rodrigues promete atuação mais profunda do fundo V Sports na SAD do Vitória

Sem esclarecer se essa atuação mais vincada requer a aquisição de mais ações por parte do fundo que é proprietário dos ingleses do Aston Villa ou a quantia associada a um eventual investimento, o candidato sublinhou que a participação do V Sports será diferente do que tem sido até agora, na direção demissionária presidida por António Miguel Cardoso, na qual ainda é vice-presidente.

“Queremos uma V Sports mais participativa — não apenas como mero parceiro, mas como verdadeiro parceiro estratégico na ambição do Vitória. Uma parceria que se traduza em envolvimento real nas decisões estratégicas, em sinergias concretas, e num compromisso partilhado com os objetivos desportivos do clube”, realçou, durante a apresentação da candidatura Conquistar o Futuro, no Instituto de Design de Guimarães.

Vice-presidente do conselho fiscal entre 2022 e 2024 e vice-presidente da direção para a área financeira desde 2024, além de administrador da SAD, Rui Rodrigues assumiu a intenção de convidar o fundo V Sports a participar na construção da futura academia para o futebol, cuja dotação dos terrenos pela Câmara Municipal de Guimarães pode ocorrer em 2027.

“Há mais de uma década que o Vitória Sport Clube sonha com uma academia de futuro digna da sua dimensão e ambição. Hoje, podemos dizer com orgulho e com fundamento: esse sonho está mais próximo de se tornar realidade. O município irá prever no próximo orçamento uma dotação específica para a expropriação dos terrenos necessários, que serão cedidos ao Vitória para a concretização deste projeto”, adiantou.

Caso seja eleito, o candidato tenciona agir como “pêndulo entre a área desportiva e a área financeira”, atribuindo ao futuro diretor desportivo as “condições para construir equipas competitivas e valorizar talento, com autonomia técnica e objetivos claros” e ao futuro diretor financeiro a responsabilidade de garantir que o “caminho é percorrido dentro de limites sustentáveis, com rigor orçamental e controlo de custos”.

Rui Rodrigues assumiu que “um dos desafios estruturais” imediatos do Vitória SC é “a reestruturação do passivo de curto prazo da SAD”, que, no final da época 2024/25, era de 69,45 milhões de euros (ME), mas recusou dizer qual o valor atual, apesar de ter garantido que é inferior a 80 ME.

O dirigente reconheceu que “a pressão da dívida corrente” – aquela que tem de ser saldada num prazo de 12 meses – limita o investimento, condiciona decisões desportivas e fragiliza a posição negocial do Vitória perante parceiros e credores, pelo que propõe a conversão de dívida de curto prazo em instrumentos de médio e longo prazo, e o aumento das receitas ordinárias, nomeadamente a partir da exploração comercial do Estádio D. Afonso Henriques.

Rui Rodrigues é um dos quatro candidatos às eleições de 13 de junho, a par de Belmiro Pinto dos Santos (lista A), Júlio Vieira de Castro (lista B) e de Viriato Sampaio (lista C), no sufrágio com mais listas na história do clube minhoto.

Marcadas para um sábado, entre 09:00 e as 19:00, no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, as eleições realizam-se após os órgãos sociais ainda em funções se terem demitido em 14 de abril, na sequência da conferência de imprensa protagonizada pelo ainda presidente da direção, António Miguel Cardoso.

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