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Colombianos lideram ranking dos melhores dribladores do Brasileirão 2026

No Brasil, a história de grandes dribladores, como Garrincha, Pelé, Rivelino, Zico, Jairzinho, Tostão, Dirceu Lopes, Romário, Ronaldinho Gaúcho e Careca, encanta os torcedores. Além deles, Neymar vive outro momento físico de sua carreira, fazendo com que os números procurem outros protagonistas.

Confira a classificação do Brasileirão

Atualmente, com tanta disciplina tática e talentos nacionais do "mano a mano" atuando na Europa, como lembrado por Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, em uma convocação recente, dizendo que "é uma dor de cabeça escolher", há uma procura por atletas que atendam a essas características, sobretudo em uma liga tão competitiva.

Embora a característica continue sendo atendida no torneio, os brasileiros não se destacaram no ranking, gerando até um debate sobre tais funções.

De acordo com os números do BeSoccer Pro, o colombiano Andrés Gómez, do Vasco, lidera a lista de dribladores mais eficientes, precisando apenas de oito minutos para completar um drible, acumulando 107 tentativas na temporada.

Logo atrás aparece o também colombiano Henry Mosquera, do Red Bull Bragantino, com 11 minutos por drible e 80 no total, seguido de Ademir, do Bahia, e Tetê, do Grêmio, ambos com 35 dribles registrados.

Outros nomes de destaque incluem Alesson, do Mirassol (15,4 minutos por drible), o uruguaio Cristian Olivera, do Bahia (16,7 minutos), e Allan, do Palmeiras, que completa um drible a cada 18,7 minutos em média, totalizando 43 na temporada. 

Mais estrangeiros completam o Top 10, como o colombiano Carbonero, do Internacional, e o argentino Cuello, do Atlético-MG, ambos com quase um drible a cada 19 minutos. Lucas Ronier, do Coritiba, com 40 dribles, fecha os 10 melhores com 22,3 minutos por drible.

Declaração polêmica sobre dribles

No último fim de semana, após a derrota do Vasco da Gama para o Botafogo por 2 a 1, Renato Gaúcho, treinador multicampeão, comentou sobre a adaptação de jogadores colombianos no futebol brasileiro, gerando repercussão em toda a imprensa da América do Sul. Segundo Renato, a dificuldade está ligada principalmente à adaptação tática.

“Temos quatro colombianos no grupo, eu procuro sempre corrigi-los . E eles têm muitos erros. É o meu trabalho, mas é falta de tempo. Não é da noite para o dia que eu vou corrigir os caras 100%", criticou.

O treinador reforçou que, no Brasil, decisões rápidas e dribles bem executados são fundamentais.

“O que eu mais falo, até por eu ter sido atacante, é para eles terem tranquilidade para tomar a melhor decisão. O desespero próximo da área é sempre do adversário. Eu procuro corrigir, mas leva tempo para se adaptar”, disse.

A declaração teve grande repercussão nas redes sociais e nos principais veículos de comunicação do continente, reforçando a atenção que os jogadores estrangeiros precisam ter para se adaptar às exigências táticas do Brasileirão, ainda que seus dribles e individualidades se destaquem nos números.

Apesar de Andrés Gómez liderar as estatísticas de dribles no Brasileirão, seu desempenho e o papel dos colombianos no futebol brasileiro não representam unanimidade.

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