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Exclusivo com Taha Ali: "Mundial? Sei do que sou capaz, mas jogo na Allsvenskan"

Um dos grandes trunfos de Ali é já ter chamado a atenção do novo selecionador da Suécia, Graham Potter, que incluiu o jogador de 27 anos como um dos apenas cinco atletas a atuar no campeonato sueco na convocatória para o play-off de março, em que os suecos venceram a Ucrânia e depois afastaram a Polónia de forma dramática para garantir a presença na fase final.

Ali foi suplente não utilizado em ambos os encontros, que aconteceram mais de dois anos depois da sua única internacionalização sénior até ao momento – uma vitória por 2-1 num amigável frente à Estónia –, mas as suas hipóteses de ir ao torneio aumentaram desde a chegada do técnico inglês, que, segundo Ali, o fez sentir-se importante logo no primeiro contacto.

No entanto, quando falou à Flashscore após o triunfo do Malmo por 1-0 no terreno do AIK na segunda-feira, dia 27, a sua humildade ficou evidente, sublinhando que nada está garantido. Nascido no bairro de Spanga-Tensta, em Estocolmo, filho de pais somalis, o antigo internacional sueco de futsal falou com emoção sobre o momento em que os Blagult garantiram a qualificação.

- Fizeste parte do grupo no mês passado em dois jogos incríveis. Como foi viver isso, mesmo sem teres entrado em campo?

- Foi uma das melhores, se não a melhor, sensações que já tive, e é um privilégio que nem todos conseguem alcançar. Sinto-me apenas humilde por ter tido essa experiência e, claro, espero que, se surgir nova oportunidade, estarei preparado.

- Vais certamente aproveitar os jogos das próximas semanas para garantir o teu lugar na convocatória para o Mundial?

- Sem dúvida! Quero continuar a evoluir e, com sorte, somar muitos pontos para, quando chegar o momento, ser um dos jogadores em quem ele (Potter) pensa.

- No último estágio, falou-se muito da energia nova que Potter trouxe ao grupo. O que podes dizer sobre os seus métodos e a forma como lida contigo?

- Diria que é difícil porque, quando lá estive, tivemos dois jogos numa semana e não é como se estivéssemos sempre a conversar, mas, desde o início, nos momentos em que falámos, mostrou-se muito acessível – pode-se falar com ele sobre tudo, sente-se um ambiente descontraído à sua volta. Para mim, foi ótimo, até porque tive uma reunião com ele antes de ir para a seleção, e só isso – ele ter tido uma reunião comigo – faz-me sentir ‘uau’, faz-me sentir importante dessa forma. Por isso, quando cheguei ao estágio, já o tinha conhecido antes, o que tornou tudo muito mais fácil para mim.

- Isso deve ter significado muito e dado-te bastante confiança?

- Foi – diria mesmo – fundamental, para ser sincero. Senti que, nessa reunião, tive as minhas dúvidas esclarecidas e ele também me questionou sobre algumas coisas. Por isso, pareceu-me que a primeira ponte já estava atravessada. E depois, quando chego ao estágio, não fico com aquela sensação de ‘qual é o meu lugar?’, percebes? Por isso, foi ótimo nesse sentido.

- Ainda falta muito, mas tens mesmo a possibilidade de ir ao Mundial. Alguma vez pensaste estar nesta posição?

- Antes teria dito que sei as qualidades que tenho e sinto que já as demonstrei nos jogos da Liga Europa e, de forma geral, na Allsvenskan. Sei do que sou capaz, mas continuo humilde, pois jogo na Allsvenskan e sei que tipo de jogadores costumam ser escolhidos para a seleção. Por isso, tenho de ter presente que não é certo ser um dos convocados para o Mundial, mas, se surgir a oportunidade, estou pronto.

- Sê sincero, já estiveste a analisar as fragilidades defensivas dos adversários da Suécia no Grupo F – Japão, Países Baixos e Tunísia – para perceberes em que aspetos podes causar-lhes problemas?

- Não, não, não! (Risos) Ainda falta muito tempo! Espero que, se for chamado, aí sim, vou analisá-los!

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