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Mourinho: “O campeonato que o Benfica está a fazer é digno”

Reveja aqui as principais incidências da partida

Análise: “Jogo estranho, no sentido em que não podíamos começar melhor, depois entrámos numa zona cinzenta de controlo, mas com jogo pouco fluído. Fazem o empate, numa situação abertas a crítica e análise interna, porque é uma transição em que temos superioridade numérica, mas há um jogador que abandona a corrida defensiva e deixa o Dahl sozinho e há o erro. Na segunda parte estivemos sempre no controlo, mesmo que tenham tido bola, não criaram perigo, mexo e sabia que com aqueles jogadores ia trazer mais intensidade, profundidade, mais velocidade. Na parte final acho que o Vasco fez o que qualquer treinador faria, arriscou para chegar ao empate e nós com velocidade fizemos três, quatro e com mais tempo faríamos mais”.

Onze titular: “Costumo ser um treinador frio, que não olha muito a situações emocionais e esta semana fui diferente. Pensei que jogando um jogo por semana, com muito pouca rotatividade, com jogadores que andavam a trabalhar bem e a jogar pouco, com jogadores que saíam bem do banco, como em Alvalade e fui emocional, no sentido de que há gente que merece jogar, correndo o risco de perder dinâmicas. Mas sabia que tenho no banco os jogadores que têm jogado mais, principalmente os dois alas que estão muito identificados com as nossas dinâmicas. O Dahl cresceu com o Schjelderup, mas não me arrependo, porque foi premiar gente que trabalha bem. E treinadores com bancos ricos são treinadores privilegiados”.

Adeptos: “Não há muitas palavras, Benfica é Benfica. Poder-se-ia dizer que ganhámos ao Sporting e provocámos isto, mas não é verdade. Empatámos no Casa Pia e no jogo a seguir em casa foi igual. Trata-se de benfiquismo puro”.

Ivanovic: “Dalic é Dalic, ele é que manda e longe de mim querer meter o bedelho, como se costuma dizer. Está a jogar mais minutos, estes golos demonstram o que pode fazer em situações específicas de jogo. Nunca lá estive, mas quero acreditar que o Mundial permite aos treinadores pensarem em 1001 situações de jogo e ele na especificidade de algumas é um treinador que tem muito a dar algumas. Mas com todo o respeito pelo Dalic, ele que decida o melhor para a Croácia".

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Prestianni: “Se tivesse na bancada também aplaudia, tem feito um bom campeonato. Tem melhorado de modo incrível, é um jogador que do ponto de vista tático é forte, sabe interpretar o jogo, mas depois tem a criatividade e técnica. Não era um jogador preparado quando cheguei, mas tem tido uma evolução e acho que é por aí que os adeptos aplaudem e gostam. Não são todos os alas que o fazem e tem essa inteligência tática para trabalhar para a equipa. Relativamente ao castigo, ouvi tanta coisa, na altura em que jogámos contra o Real Madrid, que neste momento estou absolutamente na expectativa para ouvir e ler comentários, pessoas que falaram tanto na altura. Por isso, abstenho-me de comentar”.

Lukebakio: “Não gostou de ser substituído. A poltrona do banco não tem culpa da frustração de um jogador e tivemos um bate-boca que eu gosto. Perguntou-me porque foi substituído, que não merecia, esse tipo de coisa. A minha resposta foi um bocadinho mais violenta. O maior culpado da pouca utilização dele é o Prestianni. Eu e o Schjelderup estivemos muito longe um do outro e neste momento não podemos estar mais perto. O Lukebakio tem algumas vertentes no seu jogo, no qual eu não sou um apaixonado e ele tem de se aproximar. Às vezes penso que se o Diamantino Miranda estiver bem dos joelhos, com bola nos pés também rebenta com isto tudo. Agora andar para trás, precisas de o querer fazer. Vais analisar o nosso golo sofrido com o Moreirense e percebes o que quero dizer”.

Emblema dos 25 anos: “Porque ou estava a jogar e a treinar e não pude ir, entregaram a um funcionário do Benfica que se esqueceu dele na gaveta ou secretária e já mo vão fazer chegar”.

Época: “Digo isto há muitos anos, dependes do teu sucesso e do insucesso, mas também dos outros. O FC Porto da época passada foi o pior dos últimos anos e este ano tem mais pontos, não sei se de sempre, mas tem muitos. O campeonato que o Benfica está a fazer tem debilidades nossas, porque empatámos jogos que não podíamos e não devíamos, mas é digno. Obviamente que o benfiquista quer ganhar, até podia ser que com 80 pontos fosse campeão, mas não chega. O FC Porto fez um campeonato a ganhar consecutivamente jogo, algum jogo que podia não ter ganho aconteceram erros do adversário que permitiram ganhar, recordo-me do Santa Clara, do jogo com Arouca que este árbitro deu uma grande penalidade aos 90 e qualquer coisa. É um campeonato de mérito, o campeonato do Benfica é digno, que não satisfaz nenhum adepto, mas não está a ser um desastre, há grandes clubes na Europa que têm períodos de maior dificuldade para ganhar e não conseguem durante algum tempo, mas esperamos que da próxima época possa passar de um campeonato digno a vencedor”.

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