O confronto entre Forge e Atletico Ottawa, que marcou o início da temporada no país, se tornou assim o primeiro duelo em que os árbitros usaram a nova interpretação, segundo a qual um atacante só está em impedimento se todo o corpo estiver à frente do último defensor.
A nova regra foi utilizada já no primeiro tempo. Aos 35 minutos, um jogador do time da casa partiu para a bola em um cruzamento vindo de uma posição limite, com parte do corpo alinhada ao defensor.
Pela regra antiga, o lance seria anulado, mas os árbitros deixaram o jogo seguir. O atacante chegou na bola e quase marcou, sendo esse o primeiro momento em que a nova “Regra Wenger” foi aplicada oficialmente.
O primeiro impedimento marcado de acordo com a nova interpretação só aconteceu aos 17 minutos do 2° tempo, quando um jogador do Forge estava claramente com todo o corpo à frente da linha defensiva.
Outras mudanças testadas no mesmo jogo
A partida também contou com outro elemento experimental. A IFAB introduziu o sistema de challenge, que permite aos treinadores pedirem a revisão de um lance duas vezes. A decisão é analisada pelo Football Video Support, uma versão diferente do VAR, já que a iniciativa parte dos bancos técnicos, não dos árbitros de vídeo.
A primeira utilização desse sistema aconteceu aos 15 minutos, após a marcação de um pênalti para o Forge. O técnico dos visitantes pediu a revisão, e o árbitro revisou o lance usando a nova tecnologia.
Canadá, laboratório para as mudanças da IFAB
A escolha do Canadá como local de testes dessas inovações não foi por acaso. A IFAB está acompanhando o impacto das novas regras no ritmo do jogo e no número de lances decisivos, e os resultados vão ser levados em conta para uma possível implementação em larga escala.
A estreia da “Regra Wenger” marca assim o início de um período de avaliação, no qual o futebol pode passar por uma das mudanças mais importantes dos últimos anos.