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Exclusivo com Tabby Tindell: "Orgulho enorme em ver dois clubes suecos nas meias-finais da Taça Europa"

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- Venceram por 0-3 na primeira mão, na Alemanha. É difícil manter o foco para a segunda mão com uma vantagem tão confortável, especialmente agora que jogam em casa?

- Acho que o nosso foco tem sido excelente. Sabemos que o trabalho está longe de estar concluído. No desporto, temos experiência suficiente para perceber que tudo pode acontecer. Temos de ter presente que nada está decidido. Será preciso trabalhar muito ao longo de todo o jogo. Jogar em casa, perante os nossos adeptos e no nosso próprio relvado, é uma vantagem que vamos usar para nos mantermos concentradas e bem preparadas.

- Espera que o Frankfurt entre muito agressivo na segunda mão? Como gere isso, especialmente enquanto capitã?

- Sim, tenho a certeza disso. Não só porque precisam de lutar para marcar golos, mas também porque esse é o seu estilo de jogo. São uma equipa de topo, agressiva e física. Esperamos que entrem com muita intensidade e pressão alta. Cabe-nos a nós aprender com a primeira mão e perceber o que podemos melhorar, tanto taticamente como tecnicamente, para não sermos apanhadas de surpresa pelo ritmo delas.

- Já usou a braçadeira de capitã várias vezes nesta competição. É um papel de que gosta? Como descreveria o seu estilo de liderança?

- Sim, é algo de que gosto muito. Sendo uma das jogadoras mais experientes da equipa, tenho bastante bagagem, por isso é bom poder orientar as mais jovens e ajudar o grupo no geral. Diria que sou uma capitã muito vocal. Falo bastante e ouve-se muitas vezes a minha voz no relvado. Essa é uma das minhas forças: deixo claro o que quero e o que penso, para estarmos todas alinhadas.

- Parecem ser as favoritas. O que significaria para si vencer este novo troféu e ser a primeira a levantar a Taça Europa?

- Seria especial, claro, por ser a primeira edição deste torneio. Aqui no BK Hacken, temos uma cultura vencedora muito forte. Queremos trazer troféus e títulos para o clube – esse é sempre o nosso objetivo. É uma meta a longo prazo, e falamos disso muitas vezes, mas no dia a dia tentamos não nos focar demasiado no troféu em si. Concentramos-nos no treino de hoje, na preparação para a próxima partida. Se fizermos tudo bem, a recompensa chegará no fim.

- O que significa para o futebol feminino sueco ter dois clubes nas meias-finais?

- Sinto um enorme orgulho. Mostra a qualidade dos clubes e das jogadoras na Suécia. Há sempre dois ou três clubes suecos a lutar por lugares na Liga dos Campeões, por vezes através de rondas de qualificação muito exigentes, mas continuar a mostrar o nosso nível noutra competição como a Taça Europa é realmente entusiasmante para o país.

- É uma vantagem ou desvantagem o vosso campeonato ter recomeçado agora, enquanto a Bundesliga já decorre há bastante tempo?

- Acho que é uma vantagem para nós. Temos disputado muitos jogos ultimamente. Apesar de o campeonato só ter começado este fim de semana, já jogámos a Taça da Suécia, que nos proporcionou partidas de grande pressão e responsabilidade. Isso ajuda-nos a crescer como equipa e a aprender a jogar em conjunto. Como temos um grupo relativamente novo, permite que todas tenham minutos e atinjam um bom nível físico. Trabalhamos para ter um calendário preenchido logo desde o início da época, por isso só vejo aspetos positivos nisso.

- O vosso percurso tem sido impressionante, mas sente falta da liderança e experiência da Jennifer Falk (emprestada ao Liverpool), apesar das boas exibições dos vossos jovens talentos e da atual guarda-redes?

- Sem dúvida. A Jennifer era uma grande líder e esteve no clube durante muito tempo. A sua saída foi agridoce. Queremos sempre ver as amigas experimentar novas ligas e evoluir, mas é verdade que sentimos falta da sua liderança, experiência e serenidade em campo. Mas isso faz parte da evolução natural de uma equipa. É muito entusiasmante ver as jovens promessas assumirem-se, trazerem mais do que apenas qualidade técnica e tornarem-se líderes à sua maneira. Mesmo depois da saída da Falk, continuamos a ter muita experiência com jogadoras como a Aivi Luik, a Stine (Sandbech) e eu própria. É uma excelente mistura de jogadoras experientes a orientar o grupo e jovens ambiciosas com muita vontade de vencer."

- Qual é a principal diferença entre esta nova competição e os jogos da Liga dos Campeões em que já participou?

- É uma ótima questão. Como é um torneio tão recente, ainda estamos a adaptar-nos. Mas a oportunidade de jogar na Europa contra equipas de diferentes países, a este nível, é fantástica. Mesmo depois de termos falhado a Liga dos Campeões no ano passado, isto permite aos clubes conhecer outros estilos de jogo, o que vai ajudar o futebol feminino a crescer a longo prazo. E é mais uma oportunidade de conquistar um troféu, o que é uma enorme motivação.

- Sente um ambiente diferente nestes jogos europeus em comparação com os encontros do campeonato?

- Sim, traz muita emoção. Também é ótimo conhecer outras bases de adeptos. Em Frankfurt, sentiu-se mesmo o apoio dos adeptos à sua equipa; isso acrescenta uma dimensão emocional e uma energia diferente em campo. Depois de anos a defrontar as mesmas equipas no campeonato, é refrescante ter novos adversários e ver os adeptos envolverem-se nestes jogos. A experiência em Frankfurt foi fantástica e espero que os nossos adeptos lhes proporcionem uma receção semelhante aqui.

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