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Exclusivo com Petr Čech: "Consigo esquecer-me de tudo e desfrutar do jogo como um adepto"

O antigo guarda-redes Petr Čech dedicou-se nos últimos anos a várias atividades fora do futebol profissional. Para além do hóquei e da música, envolveu-se bastante no ciclismo, que se tornou para si não só um passatempo, mas também uma parte fundamental dos seus projetos profissionais. Atualmente, foca-se sobretudo na promoção do desporto para todos e no incentivo a um estilo de vida ativo.

- Tem certamente mais tempo para as suas paixões. Como ocupa hoje o seu tempo livre?

- É uma mistura de hóquei, ciclismo, música e, claro, acompanhar os jogos dos meus filhos. Os meus passatempos giram realmente à volta destas quatro áreas.

- Os clubes profissionais proíbem muitas vezes certos desportos devido ao risco de lesão. Também foi o seu caso, nomeadamente no ciclismo?

- Isso dizia respeito sobretudo a atividades mais radicais, como andar de mota, saltar de paraquedas ou esquiar, em que o risco de lesão é maior. O ciclismo não estava incluído. Pelo contrário, é frequentemente utilizado como forma de recuperação, por isso nunca houve qualquer problema com a bicicleta.

- O ciclismo está hoje muito associado à sua imagem. Como começou tudo isto?

- O projeto 'Kolo pro život' teve um papel importante, tal como o L’Etape Czech Republic mais tarde. Participei pela primeira vez numa prova em Plzeň com o meu pai e foi uma experiência fantástica. Não é comum podermos pedalar 65 quilómetros juntos, por isso teve também um significado pessoal para mim. O que também aprecio é o facto de o ciclismo ser acessível a quase toda a gente. Não é preciso relvado nem treinador, basta uma bicicleta, um capacete e podemos sair. Cada um pode escolher o seu próprio ritmo, o percurso e o grau de dificuldade, e é isso que considero mais bonito.

- O seu espírito competitivo vindo do futebol desperta quando anda de bicicleta?

- Acabo por medir-me sobretudo a mim próprio. No pelotão, há pessoas que fazem até quinze mil quilómetros por ano, por isso não faz muito sentido comparar-me com elas. Prefiro definir os meus próprios objetivos. Por exemplo, estabeleço um tempo e tento superá-lo. Quando vejo que consigo melhorar, isso motiva-me a ir ainda mais longe.

- Também já experimentou o papel de guarda-redes de hóquei. Em que é que a preparação para um jogo difere da do futebol?

- Em muitos aspetos, é surpreendentemente semelhante. Ambos os desportos são coletivos e o objetivo é marcar, por isso, do ponto de vista do guarda-redes, enfrentam-se situações muito parecidas. A preparação tática e os treinos antes do jogo são bastante idênticos, porque estamos sempre a preparar-nos para defrontar um adversário específico e para situações que podem surgir. A diferença está, naturalmente, na técnica e na exigência física. No hóquei, o equipamento é muito mais pesado, pesa cerca de 20 quilos, por isso o corpo tem de se habituar.

- Quando vê futebol atualmente, fá-lo mais como adepto ou continua a analisar o jogo?

- É um pouco dos dois. Tenho automaticamente o instinto de pensar como jogador e questiono-me sobre porque é que alguém tomou determinada decisão ou se não haveria outra solução. Mas por vezes consigo esquecer-me de tudo e desfrutar do jogo simplesmente como um adepto. Não acontece assim tantas vezes, mas há momentos em que digo para mim próprio que é um belo jogo de futebol e não penso mais nisso.

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