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Itália, que não vai ao Mundial, vence Luxemburgo com o onze mais jovem do século (0-1)

Recorde as incidências do encontro

Depois de não conseguir garantir presença numa terceira fase final consecutiva, os adeptos da Squadra Azzurra podiam ser perdoados por não demonstrarem grande entusiasmo para este duelo frente ao modesto conjunto do oeste europeu. Com vontade de virar a página, o selecionador interino Silvio Baldini apresentou a equipa italiana mais jovem dos últimos 114 anos, incluindo oito estreantes absolutos no onze inicial. Entre eles estava Luca Lipani, que cabeceou por cima na sequência de um canto nos instantes iniciais.

Pio Esposito era um dos três jogadores que já tinham representado a seleção principal italiana antes desta partida e esteve perto de inaugurar o marcador por duas vezes, de forma algo improvável. O avançado do Inter Milão viu uma tentativa de calcanhar, após cruzamento de Lipani, sair ligeiramente ao lado do poste mais próximo, antes de um vistoso pontapé de bicicleta também falhar o alvo. Como seria de esperar, a Itália foi a equipa mais perigosa e terminou a primeira parte por cima, com Luca Koleosho e Esposito a obrigarem Anthony Moris a intervir perto do intervalo.

Esposito abriu o marcador aos 49 minutos, com um excelente desvio de cabeça após canto de Niccolò Pisilli, colocando a equipa de Baldini em vantagem com toda a justiça. Pouco depois, Pisilli esteve muito perto de marcar o seu primeiro golo pela seleção principal, mas o remate de pé esquerdo embateu no poste depois de aproveitar um cruzamento de Koleosho pela esquerda. Gianluigi Donnarumma foi praticamente um espectador durante grande parte do encontro, mas foi chamado a intervir pela primeira vez para segurar sem dificuldades um remate de Tomás de Sousa.

A equipa orientada por Jeff Strasser nunca deu a sensação de conseguir chegar ao empate e a Itália continuou a criar oportunidades para ampliar a vantagem. Davide Bartesaghi viu um remate de longa distância ser bloqueado após um alívio na sequência de um canto de Pisilli, enquanto o suplente Seydou Fini atirou por cima da barra já em zona privilegiada.

No final, a Squadra Azzurra fez o suficiente para garantir uma vitória que dificilmente servirá de consolo a uma nação habituada aos maiores palcos do futebol mundial e que continua a lidar com a ausência em mais uma fase final do Campeonato do Mundo. Ainda assim, foi uma noite especial para muitos destes jovens jogadores, que esperam vir a desempenhar um papel importante para garantir o regresso da Itália à próxima edição da competição, dentro de quatro anos. Já o Luxemburgo, depois de duas vitórias consecutivas frente a Malta, somou uma derrota esperada e passou a contabilizar oito jogos sem marcar nos últimos 11 encontros.

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