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Alan Varela e o interesse de clubes ingleses: "Estou tranquilo e 100% focado no FC Porto"

Título nacional pelo FC Porto: "A verdade é que foi um ano e uma época muito boa a nível pessoal e para a equipa. Virámos a página muito bem do que foi o ano passado, que ficou obviamente à vista de todos, porque creio que batemos no fundo, pois não lutámos por nenhum título e a verdade é que quando chegas ao FC Porto, as pessoas só te exigem ganhar títulos e jogar bem. E bem, acho que no ano passado não estivemos à altura e este ano foi muito bom porque chegaram bons jogadores, com a mentalidade correta e uma nova equipa técnica, que também exige muito e está em cada mínimo detalhe. E tudo isso refletiu-se durante a época".

Qual foi a pior parte da época passada? O Mundial de Clubes? "Como disse, não estivemos à altura em nenhuma competição, não conseguimos lutar pelo campeonato, que aqui as pessoas exigem sempre ganhar a Liga. Nas Taças de Portugal também não conseguimos estar à altura, saímos muito cedo e creio que o Mundial de Clubes também não foi muito bom da nossa parte. A verdade é que isso foi como ter batido no fundo. Este ano conseguimos dar a volta e estamos muito felizes com isso".

O que mudou com Francesco Farioli? E como é ter por perto Lucho González como adjunto? "Bem, a chegada de Farioli foi muito importante porque veio com ideias muito boas, sempre a tentar melhorar cada mínimo detalhe. Prepara e analisa muito bem os jogos. E ter o Lucho aqui para mim é uma honra. Como jogador foi extraordinário e poder partilhar o dia a dia aqui connosco e estar sempre a exigir-me é muito bom. Tento sempre melhorar, ouvi-lo e aprender com tudo o que me diz".

Juntou-se aos argentinos que foram campeões pelo FC Porto. "É muito bom porque obviamente mencionaste jogadores muito bons e reconhecidos aqui em Portugal, que deixaram a sua marca. A mim, quando cheguei aqui a Portugal, sempre me falaram do Lucho, do Lisandro, do Belluschi e isso reflete o grande trabalho que fizeram aqui. Eu tento sempre trabalhar, ser profissional e dar tudo em campo para que as pessoas reconheçam que sempre dei 100% pela equipa".

Adaptação ao FC Porto e ao futebol europeu: "Não, a verdade é que não me custou a adaptação. Assim que cheguei comecei a jogar, mas também tudo depende de que o treinador te dê confiança e que os jogadores também confiem em ti para poderes desenvolver o teu futebol. Isso foi chave para a minha adaptação, que foi muito rápida, e depois para continuar a demonstrar tudo este tempo que estou aqui".

Passagem do compatriota Martín Anselmi: "Martín pareceu-me um grande treinador, sempre muito atento a cada jogador, também a cada detalhe, mas a verdade é que apanhou a equipa quando já estávamos mal e não pudemos ajudá-lo com todas as ideias que tinha. E bem, aconteceu o que aconteceu".

Relação com o presidente André Villas-Boas: "O André está a fazer um trabalho incrível, está sempre muito atento à equipa, a tudo o que é o FC Porto, e é uma grande pessoa. É sempre possível falar da melhor maneira com ele e ele entende muito bem o que um jogador precisa. Ele foi treinador e percebe bastante disto".

Rivalidade com Benfica e Sporting: "São jogos difíceis. Joga-se tudo contra essas equipas, porque uma derrota pode tirar-te do campeonato. Este ano estivemos bem nesses jogos, não perdemos contra nenhum grande, Benfica, Sporting e SC Braga. Fiquei muito contente por ganhar alguns clássicos e noutros por não perder, para poder ser campeão".

Como foi enfrentar o compatriota Nico Otamendi? "Com o Nico sempre tive a melhor relação, dentro e fora do campo. Sempre fomos respeitadores um com o outro. Obviamente é um clássico e dentro do campo deixa-se tudo, mas fora disso não acontece nada".

Ambição de ir à seleção da Argentina: "Sim, a verdade é que sim. Ser considerado para a lista dos 55 para um Mundial é muito bom, e obviamente não me contento com isso. Acho que tive um ano e uma época muito boa. Senti-me muito confortável aqui no FC Porto e creio que tenho hipóteses, mas ainda falta. É preciso continuar a trabalhar e vamos ver o que acontece".

Hipóteses da Argentina no Mundial-2026: "A Argentina é sempre candidata. Ganhámos o último Mundial, ganhámos a Copa América e vamos ser sempre candidatos enquanto Messi, o nosso número 10, for o melhor jogador do mundo".

Rumores de interesse de clubes ingleses: "Estou tranquilo e 100% focado aqui no FC Porto. Todos esses assuntos obviamente são tratados pelo meu representante e neste momento não estou a pensar nisso. O meu objetivo, como disse, é poder estar na lista do Mundial e isso é o que estou a pensar neste momento".

Objetivos do FC Porto na próxima época: "Aqui sempre se aspira a ganhar tudo, não é? Taças nacionais, mas sobretudo a Liga. A Liga é muito importante em Portugal porque dá acesso direto à Champions e também é muito importante fazer uma boa figura na Champions na próxima época".

Em criança, imaginava-se a ser campeão pelo Boca Juniors e num clube europeu como peça importante em ambos? "Quando somos pequenos não se pensa tanto nas vitórias, em levantar troféus, mas em desfrutar do futebol. Eu sempre pensei em desfrutar do futebol até que nasceu a minha filha, quando eu tinha 17 anos, e aí as coisas ficaram muito sérias. Tive de trabalhar muito para lhe poder dar uma vida melhor e chegar à primeira equipa. Consegui e obviamente a partir daí sempre encarei o futebol como um meio de vida, mais para viver, mas também para ficar na história de cada clube em que jogar".

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