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Neymar joga pouco, entrega muito e tem números que bancam aposta de Ancelotti na Copa

Rumo à quarta Copa do Mundo – feito alcançado por apenas outros 13 jogadores brasileiros — ele só aparece abaixo da média obtida pelos cinco melhores atletas do torneio (De Arrascaeta, Memphis, Matheus Pereira, Paulinho e Alan Patrick) em dois quesitos: perdas de bola e recuperação da posse no campo de ataque. No quesito eficácia dos chutes (média de 50% contra 37% dos TOP 5) fica claro a potência da finalização do jogador.

Se em Copas do Mundo o atual camisa 10 do Santos nunca conseguiu ajudar o Brasil a passar das semifinais, fora da principal competição de seleções do planeta, sempre que mostrou comprometimento e esteve saudável, um dos mais importantes Meninos da Vila fez diferença diante dos adversários. Ainda mais com a camisa amarela.

Desde a estreia, em 10 de agosto de 2010, há quase 16 anos, o Brasil venceu mais com Neymar Jr. em campo do que o contrário. Foram 128 partidas com ele e 76 sem. Nos jogos em que atuou, a seleção conquistou 92 vitórias, um aproveitamento de 72%. Na ausência do camisa 10, o índice caiu para 54%, com 41 triunfos. Em termos de títulos, porém, vieram apenas conquistas modestas: a Copa das Confederações de 2013 e a medalha de ouro olímpica em 2016, ambas no Brasil.

Recortes mais recentes também indicam mais qualidade do que quantidade quando o assunto é o craque brasileiro, que passou por Barcelona, Paris Saint-Germain e outros clubes. Numericamente, sua melhor fase ocorreu justamente no futebol espanhol, há mais de dez anos. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, porém, Neymar Jr. segue entre os destaques da seleção.

Apesar de não atuar pelo Brasil desde o fim de 2023, o jogador do Santos é o segundo com mais participações em gols nas Eliminatórias para o mundial da América do Norte. São cinco contribuições diretas — dois gols e três assistências — liderando justamente o ranking de passes para gol entre os atletas da seleção que estiveram em campo em jogos oficiais.

Os dramas mundiais

O primeiro capítulo de Neymar em Mundiais poderia ter começado em 2010, na África do Sul, mas o técnico Dunga decidiu deixá-lo fora da convocação, assim como Paulo Henrique Ganso. Na época, os dois viviam grande fase e apresentavam um futebol entrosado no Santos.

Em 2014, jogando em casa, tudo parecia caminhar bem. Neymar marcou dois gols na abertura, em Itaquera, na vitória por 3 a 1 sobre a Croácia. Depois do empate sem gols contra o México, veio a goleada por 4 a 1 sobre Camarões, novamente com dois gols do camisa 10. O Brasil avançou nos pênaltis diante do Chile, após atuação ruim nas oitavas de final, até chegar ao fatídico jogo em Fortaleza, onde ele saiu de maca com uma fratura na lombar.

Quatro anos depois, na Rússia, a trajetória de Neymar em Copas continuou misturando brilho, pressão e frustrações. Mais uma vez como protagonista, o atacante viu o Brasil cair nas quartas de final, desta vez diante da Bélgica. No Catar, em 2022, outra lesão interrompeu sua sequência ainda na fase de grupos. Neymar voltou no mata-mata, marcou contra a Croácia, mas assistiu à eliminação brasileira nos pênaltis — e sequer chegou a cobrar.

Agora, aos 34 anos, o camisa 10 chega à Copa de 2026 cercado por dúvidas físicas e pela expectativa de disputar seu último Mundial. Mesmo longe do auge, segue tratado como um jogador capaz de decidir partidas e carregar o peso da busca pelo hexacampeonato.

Agora, aos 34 anos, o camisa 10 chega à Copa de 2026 cercado por dúvidas físicas e pela expectativa de disputar seu último Mundial. Mesmo longe do auge, segue tratado como um jogador capaz de decidir partidas e carregar o peso da busca pelo hexacampeonato.

O experiente Carlo Ancelotti apostou no atacante que, logo após a convocação, deixou o Santos na mão. Nos bastidores, resta saber até que ponto as regalias dadas por Tite durante os ciclos anteriores realmente ficarão do lado de fora da concentração. Desta vez, o Brasil ficará hospedado em um hotel totalmente fechado nos Estados Unidos, cenário bem diferente do que ocorreu, por exemplo, em Sochi, na riviera russa, às margens do Mar Negro.  

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