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Feminino: Elin Sørum aborda a campanha europeia de sonho do Hammarby e lembra estreia com o Sporting

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- Têm a vantagem de jogar em casa na segunda mão e um golo de vantagem, mas o Sparta é conhecido pela sua força nos jogos fora, como se viu frente aos Young Boys. Como se prepararam para isso?

- Sabemos que são muito fortes fora de casa, por isso será inevitavelmente um jogo complicado. Da nossa parte, ficámos um pouco desiludidas com a nossa exibição na primeira mão. Claro que vencemos, e é sempre difícil ganhar fora na Europa, mas a nossa motivação é apresentar uma exibição melhor desta vez. Queremos vencer por nós, mas também pelos adeptos que vêm apoiar-nos.

Falando da Fanny Peterson, ela tem estado impressionante no campeonato e voltou a marcar frente ao Sparta, apesar da sua juventude. É a vossa principal arma para este jogo?

- Temos muitas boas jogadoras. A Fanny é obviamente uma delas, e é tão jovem que às vezes até nos esquecemos disso ao vê-la jogar assim. Tem um pé fantástico, marca golos incríveis e foi ela que apontou o golo decisivo na semana passada. É claramente uma arma para nós, mas temos outros talentos; não é só ela. Mas sim, é uma jogadora a ter em conta, porque prova jogo após jogo que é excelente.

- O que significaria para ti e para o Hammarby chegar à final?

- Significaria imenso. Queremos ser competitivas em todas as frentes, e a Europa é um objetivo principal para nós. Queremos brilhar no campeonato para podermos voltar a jogar na Europa no próximo ano e, depois de termos chegado à final da Taça da Suécia, queremos mesmo repetir o feito a nível europeu.

- Chegaste ao clube em janeiro. Como tens vivido esta experiência na Taça Europa até agora?

- É quase surreal. O meu primeiro jogo oficial foi logo nos quartos de final contra o Sporting. Talvez ainda não tenha percebido totalmente que estamos a disputar estes jogos europeus tão importantes tão cedo na época. Mas foi precisamente por isso que vim para aqui: quero lutar por títulos. É uma oportunidade enorme para nós e estamos muito motivadas.

- Sendo o Sparta perigoso fora de casa, vão tentar fechar o jogo ou pretendem "defender ao atacar", procurando marcar?

- Como disse, queremos fazer melhor do que na primeira mão. Para nós, só há uma forma de jogar: queremos atacar e vencer este jogo também. Ninguém aqui pensa em defender durante 90 minutos à espera que isso chegue para ir à final. Queremos mostrar o nosso melhor futebol, um futebol espetacular para os nossos adeptos. O nosso único objetivo é atacar e conquistar a vitória.

- Há alguma jogadora que trabalhe mais na sombra, um pouco subvalorizada, que devamos observar?

- Não diria que passa despercebida, mas penso na Emilie Joramo. Faz imensas coisas que não são propriamente "espetaculares" ou que não aparecem no marcador, como marcar golos incríveis. Mas o trabalho que faz, as suas corridas, o contributo defensivo e a capacidade de iniciar ataques com os seus passes são fundamentais. É muito importante para nós; as pessoas na Suécia sabem-no, mas ela merece que todos percebam o quão grande jogadora é.

- Só disputaram um jogo do campeonato desde o início da época e já estão tão perto de uma final europeia. É um ritmo estranho de gerir?

- Recomeçámos o campeonato no domingo passado e foi estranho, porque parece que já estamos em competição há dois meses. Não foi propriamente uma sensação de "início de época". No entanto, é importante jogar regularmente para manter o ritmo dos jogos. Pessoalmente, adoro ter muitos jogos para disputar, é isso que procuro.

- Marcaste e assististe na primeira mão. Achas que esta competição é uma montra para te mostrares ao resto da Europa?

- Sem dúvida. O palco europeu é o local ideal para mostrar o nosso nível, porque aqui jogam-se sempre partidas de grande importância. Os grandes clubes estão atentos a esta competição para recrutar. Só estou aqui há três meses, por isso estou totalmente focada no Hammarby, mas é gratificante mostrar do que sou capaz, não só na Suécia, mas também na Europa.

- Diz-se muitas vezes que os adeptos do Hammarby são os melhores da Europa no futebol feminino. Isso dá-vos uma vantagem extra para a segunda mão?

- Sem dúvida. Quando cheguei, fiquei surpreendida com a sua paixão. No meu primeiro jogo frente ao Sporting, foi a primeira vez em muito tempo que me senti nervosa antes de um jogo, tal era a quantidade de pessoas que queria ver-nos ter sucesso. Mas temos de usar isso a nosso favor para ir buscar energia e lutar pela vitória na quinta-feira. Ajudam-nos imenso, sobretudo nos momentos de maior cansaço.

- Várias jogadoras importantes saíram para Inglaterra neste inverno. Como é que o clube geriu essas perdas?

- É assim que o futebol funciona: se jogas bem, os maiores clubes interessam-se por ti e aproveitas a oportunidade. Éramos um grupo muito novo em janeiro, mas tivemos tempo para construir bases sólidas. Claro que perder tantas boas jogadoras é difícil, mas as novas contratações já mostraram o seu potencial. Construímos algo positivo nestes últimos três meses e temos de continuar neste caminho.

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