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LaLiga: Elche, de Martim Neto, vence pela primeira vez em 2026 às custas do Maiorca (2-1)

Recorde as incidências do encontro

A necessidade de somar pontos, sobretudo para os anfitriões, marcava este encontro no Martínez Valero. No entanto, o receio de perder também podia condicionar este duelo entre duas equipas separadas por apenas dois pontos antes de se defrontarem. Perante um contexto preocupante, Eder Sarabia, que parece contar com a confiança da direção apesar da má fase, mostrou-se mais flexível na sua abordagem ao futebol e optou por um estilo mais vertical e menos elaborado.

Zito Luvumbo foi o primeiro a tentar pela sua ala, com uma condução e um remate que Matías Dituro defendeu sem dificuldades, embora os franjiverdes tenham respondido quase de imediato. Noutra jogada dos da casa, Antonio Raíllo teve de intervir para evitar um remate perigoso; entretanto, Tete Morente começava a causar estragos e Germán Valera criava verdadeiros desequilíbrios pelo flanco esquerdo perante um adversário algo receoso.

Duas boas incursões do extremo murciano estiveram perto de resultar no 1-0, mas Álvaro Rodríguez rematou com o pé esquerdo em vez de o fazer com o direito e, pouco antes do intervalo, Rafa Mir atirou a bola por cima da barra. Quanto aos visitantes, apenas uma oportunidade, ainda que claríssima, para Vedat Muriqi, que surpreendentemente falhou o alvo sem grande oposição.

Samu Costa tentou a sua sorte e, na recarga, Mateo Joseph enviou a bola por cima da trave no início de uma segunda parte com mais ação. Numa excelente transição, Pablo Torre colocou a bola junto ao poste esquerdo da baliza e desfez o nulo quando já se aproximava a hora de jogo. Uma equipa desanimada e sem a confiança de outros tempos, que até então ainda não tinha vencido em 2026, via-se obrigada a reagir.

O futebol é um jogo de erros e um mau alívio de Mascarell, com passado no Elche, facilitou o golo de Mir, que apareceu no sítio certo para restabelecer a igualdade (62'). E após alguns minutos de equilíbrio, embora com os da casa motivados pelo recente golo do seu avançado, Valera voltou a insistir e ofereceu um novo presente em forma de cruzamento que, desta vez, um colega aproveitou. Tete, como um verdadeiro míssil, surgiu ao segundo poste e fez o 2-1 de cabeça.

Naturalmente, os insulares não iam abdicar da possibilidade de pontuar fora e, por momentos, o assédio à área de Dituro foi constante. Enquanto isso, os adeptos presentes no estádio, 25.462 ao todo, sofriam nas bancadas e cruzavam os dedos para que a revisão do VAR na reta final não resultasse em grande penalidade por mão de Bigas. O penálti acabou mesmo por ser assinalado, mas Muriqi atirou por cima quando já se tinha ultrapassado o minuto 90. Tensão, drama e alívio.

 

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