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LaLiga: Leões de Bilbau mordem um Betis que acordou tarde (2-1)

Recorde aqui as incidências do encontro

Depois de um mês sem vencer no campeonato e numa semana em que Valverde anunciou a sua saída do banco, os leões entraram em campo com uma agressividade inédita esta época. Intensos na pressão, rápidos, talvez algo precipitados com bola, encostaram um Betis que sabia que tinha de resistir àquele ímpeto inicial sem sofrer danos. O seu momento acabaria por chegar, sobretudo em transições rápidas, com o perigo habitual que Abde e Antony costumam criar quando têm espaço.

Mas enquanto esses contra-ataques não surgiam, o Athletic manteve-se fiel ao seu jogo, a tentar de longe com Yuri e de perto com Berenguer. E com Iñaki Williams e Sancet muito ativos, sempre em crescendo. Pau López, algo inseguro nas suas primeiras intervenções no regresso à titularidade, teve de resolver duas situações complicadas. Contudo, nada pôde fazer perante o potente remate de Vivian, que ninguém esperava ver por aquelas zonas, de fora da área. Um 1-0 aos 24 minutos que fazia justiça ao que se tinha visto até então no relvado.

Os comandados de Pellegrini tentaram subir no terreno, mas o seu meio-campo não dava para muito mais. Amrabat e Marc Roca sentiam falta de apoio, com os homens das alas demasiado adiantados ao lado de Ruibal e Cucho. Além disso, Vivian e Laporte cortavam tudo, imperiais na defesa. Essa segurança permitia aos da casa colocar mais homens no ataque.

Nesse contexto, Galarreta levantou a bola para Iñaki Williams, que esperou pelo momento certo para assistir Sancet com um passe perfeito para trás. De primeira, o médio ofensivo, em grande forma hoje, rematou para o golo e fez o 2-0, levando a equipa para o intervalo com excelentes sensações e um resultado ainda melhor.

O técnico chileno mexeu na equipa porque o Betis não estava a funcionar. Lançou de uma assentada Fornals, Altimira e Bellerín. Ainda assim, foi o Athletic, com um remate fortíssimo de Berenguer, que voltou a estar perto do golo. Pau López respondeu de forma brilhante. Depois, a posse passou para os verdiblancos, tal como as aproximações à baliza contrária. Cucho e Ruibal tentaram a sua sorte, mas sem sucesso. Abde conseguiu rematar com perigo, mas encontrou Unai Simón pela frente.

Foram minutos de sofrimento para os bascos, a quem o seu treinador tentou dar novo fôlego com as substituições. No entanto, não resultou. Fornals trouxe um toque de magia com um livre direto colocado no ângulo, assinando o 2-1. O guarda-redes da casa protestou, e com razão, devido à posição de dois jogadores do Betis na barreira.

E nesse momento de confusão, o Betis acreditou ter feito o segundo apenas dois minutos depois. Mas a alegria, tanto de Bakambu como da equipa, foi sol de pouca dura. Havia fora de jogo. Não lhes restou alternativa senão continuar a tentar sem descanso, mesmo à custa de deixar espaços atrás. Abde tentou uma folha seca, Bakambu um remate de calcanhar... mas não houve forma de voltar a bater Simón. 

Vitória suada e sofrida do Athletic, que quebra a série de duas derrotas consecutivas perante um Betis que, depois da goleada europeia, não mostrou o seu melhor futebol.

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