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Carlos André Gomes e a saída de Miguel Moita do Marítimo: "Procuramos alguém com características diferentes"

O vínculo entre o Marítimo e o treinador era válido até 30 de junho, com possibilidade de renovação por mais um ano, algo que não aconteceu, pois os madeirenses procuram alguém com "características diferentes" para comandar a equipa na Liga, segundo o dirigente.

"Pela responsabilidade que representa o regresso à Liga, o clube entendeu ser o momento certo para refletir de forma profunda e estratégica sobre o próximo ciclo desportivo da equipa principal. Dessa análise, feita com serenidade e sentido de responsabilidade, resultou a decisão de iniciar a próxima temporada com uma nova liderança técnica", revelou o líder dos marítimistas.

Leia mais: Miguel Moita deixa o comando técnico do Marítimo após ser campeão da Liga 2

André Gomes agradeceu o trabalho desenvolvido pelo técnico, de 42 anos, numa época marcada por "grandes desafios" e uma enorme "capacidade de superação", que culminou na subida à elite do futebol nacional, três anos após a despromoção, acrescentando que esta decisão "não representa uma desvalorização" do trabalho efetuado por Miguel Moita, pois o seu nome ficará "sempre associado a uma época vitoriosa do clube".

Relativamente ao sucessor, Carlos André Gomes referiu que ainda não é altura para falar sobre esse assunto, "até por respeito" ao técnico Miguel Moita, sendo que, a "seu tempo", será dado a conhecer o nome do futuro treinador dos madeirenses.

Sentado ao lado do presidente, Miguel Moita também falou aos jornalistas, numa conferência que teve lugar na sala de imprensa do Estádio do Marítimo, no Funchal, afirmando que também já tinha tomado a decisão de sair, tendo apenas esperado pelo "final do campeonato" e pelo "concretizar" dos objetivos.

"Da mesma forma que o clube procura um perfil diferente, também eu, há algum tempo, tinha tomado a decisão de procurar algo diferente para mim. Por isso, acho que, até neste momento, direção e treinador estiveram em sintonia", notou.

Concluída a primeira experiência como treinador principal, após ter trabalhado durante 16 anos como adjunto do madeirense Leonardo Jardim, Moita disse ainda que conta receber propostas para trabalhar no futuro, mas, tal como o presidente, concorda que não é o "momento certo" para abordar esse assunto.

Contratado em novembro para substituir Vítor Matos, que rumou ao Swansea, do segundo escalão inglês, Miguel Moita assumiu o comando técnico da equipa à passagem da 12.ª jornada, numa altura em que o Marítimo ocupava o terceiro lugar, com os mesmos 20 pontos do Torreense, segundo, e a três do líder Sporting B.

O treinador, natural de Braga, comandou os verde-rubros em 23 partidas, somando 13 vitórias, quatro empates e cinco derrotas, um registo que permitiu ao clube terminar em primeiro lugar, com 66 pontos, juntando o título de campeão à subida ao primeiro escalão, após três a competir na Liga 2.

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