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Mourinho assume proposta do Real e amor pelo Benfica: "Já não dá para disfarçar o que sinto"

Recorde as incidências do encontro

José Mourinho (treinador do Benfica):

15 minutos à Benfica: "Houve vários 15 minutos à Benfica em muitos jogos. Em Famalicão houve 15 minutos à Benfica".

Continuidade: "Não sei. Quando souber, digo".

Fechado no Real Madrid: "Há hipótese de eu continuar, sim. A minha vontade é, nesta semana, ver o que tenho. Objetivamente, tenho uma proposta de renovação do Benfica que eu agradeço. Agradeço tanto quanto a oportunidade que me foi dada de treinar o Benfica há uns meses. Nas últimas semanas, não quis debruçar-me sobre o meu futuro. Nenhum de nós é parvo. Obviamente que existe alguma coisa, mas não há contrato assinado, em cima da mesa, conversas entre mim e o presidente do Real Madrid ou alguém importante na estrutura do clube. A única coisa real que existe é uma proposta de continuidade por parte do Benfica". 

Rui Costa fez tudo para o segurar: "Fez um contrato comigo quando vim para cá, onde nós concordámos em ter uma cláusula que nos defendia em termos éticos de uma eventual derrota do presidente nas eleições. Eu tinha contrato por mais um ano, ninguém obrigava o Benfica a renovar o meu contrato. Ao não renovarmos, mantivemos esta cláusula que está aberta mais uns dias e dá-me a possibilidade de sair no caso de ser essa a minha decisão. Não tenho crítica a fazer ao presidente. Fomos nós que concordámos neste contrato. Tenho mais um ano de contrato com o Benfica neste momento".

Possibilidade de ficar: "É de 99%. Tenho contrato e uma proposta de renovação que não vi, mas que o meu agente me disse que é uma excelente proposta. Da parte do Real Madrid, neste momento, não tenho nada a não ser conversas entre o Jorge (Mendes), o presidente e a estrutura".

Adeptos do Benfica: "Despedi-me dos jogadores de um modo geral. Desejei o melhor Campeonato do Mundo aos que vão, as férias aos que não vão e o que lhes disse não tenho problema em partilhar. Tenho um orgulho tremedo naquele balneário, no Benfica do Seixal. No grupo de jogadores e de pessoas que ali trabalham só há coisas boas. Há organização, disciplina, empatia, amizade e alegria. O 3.º lugar não reflete o trabalho que ali foi feito. Dói-me o coração ouvir algum insulto quando se chega ao estádio. A única coisa que estes rapazes levam esta época é a honra de ser a única equipa imbatível na Europa do futebol. Isso diz muito do que é esta equipa. O Benfica tem um bom grupo, tem muitas condições para ser feliz, mas não chega".

Dizer não ao Real Madrid: "Depende da proposta e do que querem de mim. Não estamos a falar de um euro a mais ou euro a menos. Depende se estou em condições de atingir o que me propõem. Quero, por direito próprio, ter o meu tempo para conversar e decidir o melhor para mim. O Benfica é o Benfica e, neste momento, já não dá para disfarçar o que sinto pelo Benfica. Andei a carreira toda a disfarçar, já não dá".

Título da Liga: "Não acredito nesse milagre. Há milagres de muitos tipos. Há coisas maiores do que nós e que não chegam".

Mensagem final: "Pedia que tivessem respeito por um grupo que lutou até à exaustão. Lembrei-me do jogo de Rio Maior com o Casa Pia, SC Braga na Taça da Liga, como exemplos negativos que acontecem durante a época. De resto? Tenho um orgulho tremendo nesta gente. Se calhar mais do que em equipas onde ganhei".

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