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Reportagem: Amarante em festa com subida histórica aos campeonatos profissionais

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Ainda antes do apito final, ouviram-se avisos na instalação sonora para os adeptos do Amarante não invadirem o relvado, nuns festejos inicialmente limitados ao grupo de trabalho. Vários minutos depois, cumpridas as formalidades, foram abertas as portas e a família amarantina pôde, finalmente, celebrar em comunhão este momento histórico na vida do centenário clube nortenho.

Entre abraços, banhos de champanhe, muitos pedidos de fotografias e autógrafos aos protagonistas, Alex Costa, treinador há apenas 13 anos, deu conta “do momento mais alto” da carreira.

Estou muito feliz e grato a este clube, que queria muito treinar, pela oportunidade. Acho que a ficha ainda não caiu, mas os amarantinos merecem muito isto”, começou por dizer o responsável técnico da equipa, numa declaração várias vezes entrecortada por solicitações várias de adeptos.

Num segundo fôlego, de mão dada ao filho ainda pequeno, Alex Costa reconheceu que “o fator mental foi o segredo do sucesso” da equipa. “Sem tirar mérito a ninguém, trabalhamos de forma diferente, devolvemos a confiança aos jogadores e eles compraram a ideia”, sublinhou o técnico, apontando o foco ao objetivo imediato. E, sem se deter, precisou: “Este caminho merece terminar com o título”.

Esta ideia é comungada por quase todos, de uma forma particular pelo capitão de equipa, João Filipe, amarantino de nascença, que, aos 26 anos, conseguiu cumprir o objetivo de jogar na equipa principal, por quem venceu o Campeonato de Portugal e assegurou agora a subida à Liga 2, num caminho que não ficará completo sem o título da Liga 3.

O Amarante é da Liga 2, numa época em que ninguém acreditava em nós, de comentadores às redes sociais. Temos um plantel muito jovem, mas, com trabalho diário e muito respeito por todos os adversários, fizemos história. Hoje estou a viver o dia mais importante da minha vida”, referiu João Filipe.

Visivelmente emocionado, o capitão e filho da terra assegurou: “Hoje é dia de festa para nós, para o clube, por quem dou basicamente vida, e para a cidade, mas amanhã é outro dia, e teremos de nos focar nesse grande objetivo que é vencermos a Liga 3”.

No estádio, já despido de adeptos, a festa continua agora limitada ao grupo de trabalho, entre cânticos, animação e alguma bebida.

Leia mais: Amarante vence União de Santarém (1-0) e carimba histórica subida de divisão

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