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FC Porto campeão: Maior mercado e Farioli deram a volta aos dragões

Reveja aqui as principais incidências da partida

Após uma má temporada de estreia como presidente, após 42 anos de reinado de Pinto da Costa, André Villas-Boas voltou a apostar num treinador jovem e sem muita experiência, mas deu-lhe as armas certas para voltar a conquistar, quatro épocas depois, a Liga Portugal.

As apostas falhadas em Vítor Bruno, sucessor de Sérgio Conceição, e Martín Anselmi não impediram Villas-Boas de contratar Farioli, que, nas duas últimas temporadas, tinha feito enormes progressos nas equipas de Nice e Ajax, mesmo tendo perdido o título neerlandês nas últimas jornadas.

Farioli mudou o FC Porto quase por completo, começando a montar a equipa pela estrutura defensiva, onde uma das grandes figuras da temporada já vinha de épocas anteriores, o guarda-redes Diogo Costa, titular da seleção nacional.

Depois de uma temporada em que se mostrou menos seguro, o capitão voltou a ser decisivo em várias ocasiões, comandando uma defesa que passou a ter uma muralha polaca, com o reforços Bednarek e Kiwior a trazerem a solidez que faltou em 2024/25.

A grande figura dos novos campeões pode estar, no entanto, no meio-campo, com o desconhecido dinamarquês Victor Froholdt a fazer uma temporada de estreia fantástica nos dragões, com golos e assistências, mas, sobretudo, um fôlego interminável.

Após uma aventura na Arábia Saudita, o espanhol Gabri Veiga regressou à Europa e trouxe mais capacidade de criação ao meio-campo azul e branco, enquanto Rodrigo Mora acabou por ser uma das desilusões, ao não conseguir manter o nível mostrado no final da temporada passada, sem capacidade para ser uma clara mais-valia no xadrez de Farioli, que não teve no jovem português uma aposta firme.

A apresentação aos sócios trouxe uma grande surpresa, com a contratação do experiente avançado neerlandês Luuk de Jong, mas duas lesões graves afastaram-no durante grande parte da temporada, no final da qual os dragões ficaram também sem Samu, ainda o melhor marcador, sem que o turco Deniz Gül ou o nigeriano Terem Moffi, um dos reforços de inverno, conseguissem impor-se no centro de ataque.

O mercado de verão trouxe, além de outros, o polivalente dominicano Pablo Rosario, jogador que Farioli utilizou em diversas posições, com janeiro a trazer também o marfinense Seko Fofana, que veio dar descanso a Froholdt, além de ter marcado alguns golos decisivos, e o veterano central brasileiro Thiago Silva, em apostas claras no imediato e em resolver algumas lacunas no plantel, que perdeu o central Nehuén Pérez devido a lesão logo no início da época.

Contudo, o grande reforço do mercado de inverno foi o irreverente adolescente polaco Oskar Pietuszewski, de apenas 17 anos, que se impôs quase de imediato na ala esquerda do ataque.

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