O australiano de 62 anos, que assumiu o comando do Iraque em maio do ano passado, disse que está a manter todas as opções em aberto e quer concentrar-se totalmente no Mundial, em que a equipa vai marcar presença pela primeira vez em 40 anos.
"O livro está aberto. O meu contrato termina logo após o Mundial. Já houve conversas sobre quererem que eu continue, mas ainda não recebi nada de oficial", revelou Arnold à AAP.
"Sinceramente, não quero nada formal para já. Quero ir ao Mundial, desfrutar e, depois disso, terei de decidir se fico ou sigo outro caminho".
Arnold, que conduziu a sua Austrália natal aos oitavos de final do Mundial-2022 no Catar, afirmou que o desafio de liderar seleções que têm tido dificuldades em chegar a grandes competições continua a motivá-lo.
"Há algumas seleções que olho e penso: não se qualificam há muito tempo, gostava de voltar a conseguir isso", disse.
"Já tenho experiência em toda a Ásia, mas ainda estou longe de pensar em retirar-me".
O Iraque garantiu a qualificação para o Mundial ao vencer a Bolívia por 2-1 no México no seu play-off interconfederações no início deste mês.
Arnold afirmou que a campanha de qualificação do Iraque reforçou a sua convicção de que a equipa pode criar dificuldades a seleções mais conceituadas no panorama mundial.
"Vamos entrar em campo sem nada a perder e tudo a ganhar, com a possibilidade de surpreender o mundo", afirmou.
"Seremos os outsiders. Vamos ser lutadores. Se ninguém nos dá hipóteses, podemos ir lá e alcançar algo especial".