ADVERTISEMENTS

LaLiga: Celta vira em Valência e sonha com a Liga dos Campeões (2-3)

Recorde as incidências do encontro

Enquanto a equipa che vinha de vencer fora um adversário direto como o Sevilha, que prescindiu de Matías Almeyda após o dececionante 0-2 no Ramón Sánchez-Pizjuán, o conjunto galego tinha deixado escapar uma vantagem de 3-0 frente ao Deportivo Alavés, que protagonizou uma reviravolta histórica para vencer por 3-4 nos Balaídos. Tudo isto aconteceu mesmo antes da paragem para seleções, pelo que as emoções, bastante opostas, acalmaram-se com o passar dos dias.

O experiente José Luis Gayá foi o grande destaque na antevisão ao cumprir 400 jogos pelo conjunto che: o capitão recebeu, das mãos de outra lenda do clube, Enrique Saura, uma camisola especial – com o seu apelido e esse número como dorsal – devidamente emoldurada, valorizando assim a sua longa carreira. Após a ovação do público e o ato protocolar, a bola começou a rolar no estádio de Mestalla.

Um livre lateral cobrado de forma exemplar por André Almeida, algo cada vez mais raro no futebol de topo, esteve perto de se transformar no primeiro golo do encontro. A excelente estirada de Andrei Radu manteve o nulo, para desilusão dos adeptos, que acabaram por festejar aos 12 minutos graças a um remate potente de Guido Rodríguez, o mais lesto na área. A defesa visitante, tal como há duas semanas, mostrou-se frágil.

O jogo foi interrompido devido a um pisão involuntário e duro de Unai Núñez, emprestado pelo Celta de Vigo, sobre Hugo Álvarez, que, lesionado, abandonou o relvado ao intervalo. Os galegos passaram a controlar a posse, mas não conseguiram criar perigo e Stole Dimitrievski teve pouco trabalho. Já perto do intervalo, Javi Rodríguez viu o cartão amarelo e não poderá jogar frente ao Real Oviedo.

Consciente da preocupante falta de profundidade da sua equipa, Claudio Giráldez apostou em três homens de ataque com muito talento: Williot Swedberg, Jones El-Abdellaoui e Fer López. O sueco não demorou a ameaçar, mas a jogada acabou por ser travada graças a uma intervenção fantástica do autor do único golo até então, capaz de marcar e de evitar um remate perigoso na sua área. Não é por acaso que é campeão do mundo e que o Valencia pagou para garantir os seus serviços.

Outro dos recém-entrados, Fer, foi determinante no empate ao fazer um passe fantástico em profundidade. O remate de Swedberg foi defendido por Dimitrievski sem grande convicção e Moriba, a aplicar a lei do ex, marcou com a baliza deserta (56'). E praticamente de imediato, à passagem da hora de jogo, Williot assistiu o já referido López para fazer o 1-2. Que talento, que finalização e que desperdício para uns Wolves praticamente despromovidos ao Championship.

Nesse momento, os adeptos centraram atenções no seu treinador e exigiram mudanças. Assim foi: quatro alterações de seguida (entraram Umar Sadiq, Filip Ugrinic, Thierry Correia e Lucas Beltrán) para tentar travar a avalanche. A ocasião mais perigosa dos locais foi um remate de Luis Rioja que ainda roçou o poste. Fora isso, pouco mais de uma equipa que, longe de empatar, acabou por sofrer o 1-3 final após uma excelente jogada coletiva (81'), com o sueco de novo em destaque.

Para azar dos che, a desvantagem era demasiado grande quando Guido assinou o seu bis nos descontos com mais um remate certeiro, perante o qual Radu nada pôde fazer (93'). E mesmo antes ainda tiveram outra oportunidade que acabou por se dissipar. Apesar da agonia e do suspense, os celestes acabaram por festejar, ficando a apenas um ponto de um Betis que ocupa o quinto lugar, com o mais que provável prémio extra da Liga dos Campeões.

Ti potrebbero interessare anche