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João Pinheiro no centro da polémica na Liga dos Campeões: mão de João Neves gera debate

Tomou a equipa de arbitragem liderada pelo português João Pinheiro a decisão correta na Allianz Arena? O que dizem as regras sobre o lance ao minuto 31, que poderia ter tido grande influência no desfecho da partida?

O Bayern estava, nesse momento, em desvantagem frente ao PSG por dois golos no conjunto das duas mãos. Visualmente, pareciam ter o controlo do jogo – dominavam a posse de bola e pressionavam na área adversária, onde Josip Stanisic cruzou com perigo.

A bola enviada pelo defesa croata foi apenas desviada pelo guarda-redes visitante Matvey Safonov, e Vitinha foi o mais rápido a reagir.

O médio português dominou a bola ao primeiro toque e tentou afastá-la da baliza do PSG de imediato. No entanto, acabou por rematar diretamente contra o braço do compatriota João Neves, que estava a apenas cinco metros de distância.

Qual foi a reação do Bayern? Compreensível. Nove jogadores – todos exceto o imperturbável austríaco Konrad Laimer – viraram-se de imediato para o árbitro João Pinheiro, deixando claro o que pensavam do lance na área.

Para surpresa dos jogadores, o árbitro português manteve-se totalmente sereno e, mesmo após consultar o VAR, decidiu não penalizar a ação de Neves.

Apesar de os jogadores da casa, todo o banco liderado pelo treinador Vincent Kompany e até a lenda Uli Hoeness na bancada estarem convictos do contrário, o juiz de 38 anos agiu de acordo com as regras.

Segundo as regras da IFAB (International Football Association Board), não é assinalada mão se um jogador for atingido à queima-roupa por um colega de equipa, se a mão estiver numa posição natural (em consonância com o movimento do corpo) e não houver tempo para reagir.

No entanto, se a mão estiver numa posição antinatural, tornando o corpo maior, se o jogador mover deliberadamente a mão em direção à bola ou tirar vantagem com a mão, então é considerada infração.

Também houve polémica ao minuto 29. Outro português, Nuno Mendes, já com cartão amarelo, travou um contra-ataque do Bayern com a mão. Naturalmente, a equipa da casa exigiu o segundo amarelo e consequente expulsão. Mas sem sucesso.

João Pinheiro, alegadamente por indicação do quarto árbitro, assinalou livre a favor do PSG, tendo penalizado uma suposta mão de Laimer segundos antes. Contudo, as repetições televisivas não confirmaram claramente essa infração.

"Por que não foi cartão vermelho? Não percebo. Porque é que tivemos penálti em Paris e aqui não? Conheço as regras, mas a mão dele estava acima da cabeça," desabafou Kompany após o jogo e a eliminação do Bayern. "Ficou a sensação de que algumas decisões sobre mão nos prejudicaram", acrescentou.

"É, no mínimo, surpreendente que um árbitro com apenas 15 jogos na Liga dos Campeões seja nomeado para um encontro desta importância. Talvez isso explique algumas das decisões que tomou hoje", afirmou o CEO do Bayern, Jan-Christian Dreesen, à Sky Sport sobre Pinheiro.

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