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FPF apresentou propostas ao Governo no combate à violência

A reunião contou, além de Proença, com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, e presidente da Liga de clubes, Reinaldo Teixeira.

À saída do encontro, Proença falou em uma “reunião muitíssimo importante”, na qual registou “um acolhimento muito grande por parte do Governo” às propostas e “uma sensibilidade conjunta muito positiva”.

O Governo aquilo que quer é que, obviamente, num processo de autorregulação, que deve acontecer por parte do associativismo, as coisas aconteçam bem. Percebem que o fenómeno da violência é um fenómeno transversal, não tem a ver com o desporto, tem a ver com os novos fenómenos de ódio, de intolerância que toda a sociedade civil portuguesa vive. Aquilo que o futebol fez hoje foi ter um ato demonstrativo da sua capacidade e de liderança nestes processos”, assumiu.

O líder federativo lembrou que se está a finalizar uma época desportiva e que o que as várias entidades querem “é projetar as novas épocas desportivas a respirar-se de forma diferente”.

Em comunicado, a FPF elencou nove medidas que apresentou ao Governo, algumas das quais ligadas ao acesso dos espetadores aos recintos, como a “criação de uma plataforma centralizada de controlo de acessos nas competições” ou a “introdução de ingressos nominativos (Fan ID) nas competições onde tal seja viável, eliminando o anonimato e reforçando a responsabilização individual”.

O organismo pediu também a “aplicação efetiva da medida acessória de apresentação em esquadra para adeptos proibidos de frequentar recintos desportivos” e o “reforço das revistas de segurança por parte das forças de segurança em eventos de maior risco, prevenindo a introdução de pirotecnia, armas e objetos proibidos”.

A FPF propôs ainda “a criação de mecanismos de identificação de adeptos”, uma maior celeridade processual e o “reforço das medidas regulamentares de combate à violência, sensibilizando os clubes para a importância da penalização dos adeptos em caso de comportamentos inadequados”.

De acordo com o comunicado da FPF, também deve haver apostas em “ações de prevenção socioeducativa” promovidas pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto e na “valorização e formação contínua dos gestores de segurança, profissionalizando esta função essencial no contexto desportivo”.

A FPF recordou também que apresentou 86 medidas para o agravamento das sanções disciplinares no Regulamento Disciplinar das suas competições.

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