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Golpe de teatro não travou a mordida do lobo na manutenção: Arouca e Santa Clara empatam

Recorde aqui as incidências do encontro

Vasco Seabra promoveu o regresso de Javi Sánchez ao eixo defensivo e apostou em Lee Hyunju no apoio ao ataque, enquanto Petit, motivado pelo triunfo sobre o SC Braga, manteve a confiança na base do onze açoriano. Em termos de classificação, os lobos precisavam de um ponto para garantir matematicamente a manutenção. Já os açorianos precisavam mesmo de vencer para arrumar com a calculadora de vez.

A primeira parte foi marcada por um início frenético e um final de nervos à flor da pele. Os arouquenses entraram melhor no encontro e chegaram à vantagem logo aos 8 minutos, por intermédio de Lee Hyunju, que finalizou com facilidade no coração da pequena área após uma excelente jogada coletiva e assistência de Tiago Esgaio.

No entanto, a resposta dos açorianos foi imediata: apenas dois minutos depois, Gabriel Silva restabeleceu a igualdade com um cabeceamento certeiro após um pontapé de canto batido por Serginho. Após o carrossel de golos inicial, o jogo entrou numa fase de maior equilíbrio e muita disputa a meio-campo, com o espetáculo a ser condicionado pela chuva que se fez sentir e a lesão de Guilherme Romão, aos 22 minutos.

O Santa Clara ainda chegou a festejar a reviravolta aos 36 minutos, novamente por Gabriel Silva, mas o lance acabou por ser invalidado por fora de jogo, mantendo-se o 1-1 no marcador. O momento mais insólito e tenso do primeiro tempo ocorreu já perto do intervalo. Um desentendimento entre os dois bancos de suplentes resultou na expulsão direta de ambos os treinadores, Vasco Seabra e Petit. 

No reatamento, Matías Rocha rendeu o amarelado Javi Sánchez na turma da casa, que esteve perto de voltar para a frente num remate de meia distância de Espen van Ee para defesa apertada de Gabriel Batista. Do outro lado, um ataque rápido pelo lado direito terminou com cruzamento atrasado, Gonçalo Paciência simulou e surpreendeu até Klinsmahn cujo remate saiu desviado por um defesa. No canto, uma atrapalhação defensiva permitiu a Djé Tavares rematar para corte crucial em cima da linha.

A situação complicou-se para os anfitriões quando Lee Hyunju viu o segundo cartão amarelo e deixou a equipa reduzida a 20 minutos do fim. Ainda assim, as mexidas do banco de suplentes vieram dar um novo ânimo à equipa, com Fukuiu a deixar novo aviso de meia distância a Gabriel Batista. Os açorianos também mexeram, mas quem deu o último golpe foi o capitão arouquense: mesmo com menos um, o Arouca voltou para a frente do marcador com um excelente cabeceamento de Tiago Esgaio na sequência de um canto.

Porém, já nos últimos instantes dos descontos, Gabriel Silva levantou ao segundo poste, onde Welinton apareceu completamente isolado e cabeceou para a pequena área, onde Elias Manoel apareceu para empurrar para o fundo das redes e decretar o empate.

Com este resultado, os lobos confirmam a manutenção matemática no principal escalão, subindo ao 11.º posto, à condição, com 36 pontos. Já os bravos açorianos estão a dois pontos do objetivo, no 13.º lugar, com 33 pontos.

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