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Taça de Portugal: Nélson Pereira e a "final de sonho" entre Torreense e Sporting

Se pudesse idealizar uma final de sonho, era esta e finalmente vai acontecer. São dois clubes a quem sou muito agradecido. O Torreense, porque me formou e me mostrou ao mundo do futebol, e o Sporting, pela visibilidade que me deu. Estarem os dois no Jamor é fantástico e eu vou lá estar”, admitiu o antigo guarda-redes que se formou no emblema azul grená, rumando em 1997 aos leões, pelos quais alcançou uma carreira notável como jogador, treinador de guarda-redes e dirigente.

Sete décadas depois da primeira e única participação na final da prova rainha, na já longínqua época de 1955/56, o Torreense, da Liga 2, assegurou na quinta-feira a qualificação para o jogo das decisões depois de bater o Fafe, da Liga 3, por 2-0, na segunda mão da meia-final, já depois de uma igualdade (1-1) no primeiro jogo, disputado no Minho.

Com este triunfo, o conjunto comandado por Luís Tralhão carimbou o passaporte para a final, agendada para o dia 24 de maio, no Estádio Nacional, em Oeiras, e na qual terá pela frente o Sporting, detentor do título e bicampeão nacional, que eliminou o FC Porto na outra meia-final.

Natural de Torres Vedras, Nélson Pereira é um dos vários exemplos de jogadores que representaram os dois emblemas. Com toda a formação cumprida no Torreense, o antigo guarda-redes, de 50 anos, assinou pelo Sporting em 1997/98, tendo representado o emblema verde e branco durante nove temporadas, em que se destacam as conquistas de dois campeonatos nacionais e de uma Taça de Portugal.

Ainda assim, e apesar da decisão juntar os dois clubes por quem mais vibra, o duelo decisivo não dividirá o coração do antigo internacional português.

O meu coração não vai estar dividido, vai sim estar realmente muito feliz porque são os clubes que me dizem mais. Vou ficar satisfeito com a vitória de qualquer um deles, sabendo que no caso do Torreense seria uma vitória que teria uma repercussão maior por ser uma equipa de um escalão inferior”, afirmou.

E foi mais longe, considerando que o trajeto do Torreense é, na presente temporada, o melhor exemplo do que é a “festa do futebol”.

O Torreense, este ano, é o que personifica melhor a essência (da festa do futebol). Um clube do escalão inferior poder estar no Jamor a disputar uma Taça de Portugal...” justificou Nélson Pereira, recordando casos idênticos vividos enquanto jogador.

Já depois de admitir que a Taça de Portugal é a competição onde a probabilidade de acontecerem surpresas é maior, o ex-atleta atribuiu um “grande favoritismo” aos leões, não minimizando, todavia, a “percentagem do Torreense”.

O sonho comanda a vida e se a percentagem e a responsabilidade são maiores para o Sporting, o que é natural, o Torreense tem de se agarrar à percentagem que lhe diz respeito e lutar por ela até final. É um jogo só, onde tudo pode acontecer”, enalteceu, apontando a consistência defensiva como uma das armas que poderão ser fator chave para o Torreense.

Do lado do bicampeão nacional, os argumentos, referiu, são enormes, até porque o “Sporting é a equipa que pratica melhor futebol em Portugal”, asseverou também.

Analisando as temporadas dos dois clubes, o antigo futebolista frisou que a equipa liderada por Rui Borges terá de “agarrar-se” aos troféus que ainda pode conquistar, recordando que a Taça de Portugal é a segunda mais importante competição do calendário português.

Já sobre a época dos azuis grená, que considera que poderá mesmo tornar-se na mais importante da história do clube do Oeste – caso consiga juntar a promoção ao escalão máximo à presença na final da Taça de Portugal –, Nélson Pereira fala num trajeto muito bem conseguido ao longo das últimas épocas.

Esta época representa toda a aposta que tem sido feito no clube de há uns anos para cá”, disse, mencionando figuras que se têm destacado na gestão e administração da SAD e do clube, e recordando resultados relevantes tanto nas competições femininas, como nos escalões de formação.

O Sporting e o Torreense são os finalistas da 86.ª edição da Taça de Portugal de futebol, cujo duelo decisivo disputar-se-á a 24 de maio, no Estádio Nacional, em Oeiras, naquela que é apenas a sétima vez que um clube dos escalões secundários chega a tão decisiva fase da prova rainha.

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