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Mundial-2026: João Pinheiro diz que nomeação é o momento mais alto da sua carreira

“É o momento mais alto da minha carreira, não existe outra forma de o dizer. Estar presente num Mundial é o sonho de qualquer jogador, treinador, dirigente e o árbitro não foge à regra. Espero ainda atingir mais Mundiais e Europeus e mais finais. Sinto-me muito feliz”, disse em declarações ao Canal 11.

O árbitro foi na quinta-feira nomeado pela FIFA para o Mundial-2026 de futebol, a disputar nos Estados Unidos, no Canadá e no México, 12 anos depois da última presença de juízes portugueses na mais importante prova de seleções.

João Pinheiro está no lote de 52 árbitros principais que vão dirigir os 104 jogos do Mundial-2026, entre 11 de junho e 19 de julho, que conta com Portugal no Grupo K, juntamente com República Democrática do Congo, Colômbia e Uzbequistão.

Aos 38 anos, o juiz natural de Vila Nova de Famalicão vai estrear-se em fases finais a nível sénior como árbitro principal, depois de ter estado presente no Europeu de sub-21, em 2023, e nos Mundiais de sub-17, em 2023, e de sub-20, em 2025.

Pinheiro já esteve no Euro-2020, disputado em 2021 devido à pandemia de covid-19, mas apenas como videoárbitro (VAR), e na final da Liga dos Campeões de 2024/25, em que o Paris Saint-Germain venceu o Inter Milão (5-0), como quarto árbitro.

O advogado, promovido à primeira categoria em 2015, internacional desde 2016 e árbitro da categoria de elite da FIFA desde 2025, vai ter como assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia.

O árbitro da associação de Braga, que esta época dirigiu a Supertaça Europeia, em que Paris Saint-Germain venceu o Tottenham no desempate por grandes penalidades, vai suceder a Pedro Proença, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, como juiz de campo na fase final de um Mundial.

João Pinheiro salientou a importância de a arbitragem portuguesa voltar a estar presente na maior prova de seleções, lembrando o trabalho que foi feito para atingir este objetivo.

“É um momento muito importante para mim, para a minha equipa e para a arbitragem portuguesa. Foram 12 anos sem árbitros, muitas vezes de forma injusta. Este momento é muito gratificante para nós, porque foram anos, não meses, a preparar este Mundial”, frisou.

O juiz, que deixou elogios à qualidade da arbitragem portuguesa, explicou que a competição vai ter novas regras, que vão ser aprofundadas a partir do dia 31 de maio.

“Tivemos o curso na semana passada, em Itália, mas tendo em conta que as competições ainda não terminaram, a FIFA decidiu deixar a preparação para Miami. Demos um toquezinho nas novas regras, mas vamos fazer um trabalho maior na preparação do Mundial entre 31 de maio e 11 de junho”, explicou.

João Pinheiro lembrou que o objetivo mínimo é fazer um jogo e trabalhar para ser chamado para mais partidas do Mundial-2026, mas não se importa de vir embora mais cedo se isso significar o sucesso da seleção portuguesa na competição.

“Já fizemos um Mundial sub-17 e um de sub-20 e o objetivo mínimo começa por fazer um jogo. Fazer dois era importante para nós, chegar ao terceiro seria excelente. Somos dos mais jovens que lá vamos passar e aquelas competições funcionam muito conforme a performance na hora”, concluiu.

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