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Raio-X do grupo do Cruzeiro na Libertadores: estreia tensa, Boca e uma chave traiçoeira

Depois de sete anos de espera, o Cruzeiro está de volta à Copa Libertadores. O torcedor celeste aguardou ansiosamente por este momento que, durante as últimas temporadas, parecia bastante distante devido à fase delicadíssima que um dos maiores clubes do futebol sul-americano atravessou.

Confira a tabela da Copa Libertadores no Flashscore 

Mas a bela campanha no Brasileirão da última temporada, quando a equipe mineira terminou em terceiro lugar sob a batuta do português Leonardo Jardim — hoje no Flamengo —, propiciou à equipe celeste o retorno à principal competição de clubes do continente.

Não há como negar a grandeza do Cruzeiro em competições sul-americanas, mas o início da trajetória do time mineiro nesta terça-feira (7) está cercado de dúvidas, especialmente pelo péssimo início de Brasileirão da equipe, que figura na vice-lanterna, com apenas sete pontos conquistados em 10 jogos.

No entanto, a Raposa — com peças de grande destaque no cenário nacional, inclusive lembradas na Seleção Brasileira, como o caso recente do lateral-esquerdo Kaiki Bruno — tentará dar a volta em um torneio que sempre fez parte da identidade celeste. Não à toa, o time jamais ficou fora de uma fase mata-mata de Libertadores em sua história. Além disso, tem à beira do gramado Artur Jorge, técnico que levou o Botafogo ao topo da América em 2024.

Acompanhe Barcelona-EQU x Cruzeiro com narração ao vivo no Flashscore 

O que esperar dos rivais do Cruzeiro no Grupo D da Libertadores?

•Barcelona de Guayaquil

A primeira parada do Cruzeiro na viagem pelo continente sul-americano será em Guayaquil, onde enfrentará o Barcelona. Apesar de nunca ter conquistado a Copa Libertadores, o time equatoriano possui bastante tradição no torneio continental: foi vice-campeão em duas oportunidades, a mais recente em 1998, quando perdeu a final para o Vasco da Gama. 

Além disso, o Barcelona foi semifinalista da Libertadores sete vezes. Em 2021, na última aparição da equipe nesta etapa da competição, a eliminação foi decretada pelo Flamengo, que perderia a grande decisão para o Palmeiras. 

Dezesseis vezes campeão equatoriano, o Barcelona ingressou na fase de grupos da Libertadores desta temporada após eliminar o Botafogo na última etapa prévia da competição. Depois de empatar em casa por 1 a 1, a equipe foi até o Nilton Santos e derrotou o adversário brasileiro por 1 a 0, com gol marcado pelo argentino Celiz aos oito minutos do primeiro tempo.

Foi o segundo ano consecutivo que o Barcelona eliminou um time brasileiro na fase prévia da Libertadores. Em 2025, a vítima foi o Corinthians, que perdeu o primeiro jogo por 3 a 0 e não conseguiu a virada em casa, sendo eliminado mesmo após vencer em Itaquera por 2 a 0.

Desta vez, o oponente equatoriano será o Cruzeiro, em um duelo inédito entre as equipes. Os Canarios chegam para este compromisso em terceiro lugar no Campeonato Equatoriano, com 12 pontos em sete jogos; a equipe está invicta há cinco partidas e soma apenas uma derrota na competição nacional.

O elenco é composto por nomes experientes, como o ponta argentino naturalizado paraguaio Héctor Villalba — ícone no Libertad-PAR —, e os avançados equatorianos Miguel Parrales e Joao Rojas, que ainda buscam o primeiro gol em 2026. Além deles, o grupo conta com Darío Benedetto, atacante que fez história no Boca Juniors e que agora é uma das referências do Barcelona.

O comando técnico é do venezuelano César Farías, conhecido por passagens marcantes pelas seleções da Venezuela e da Bolívia, além de títulos históricos no Equador. Com um estilo de jogo que prioriza a organização defensiva e transições rápidas, ele assumiu o Barcelona de Guayaquil com a missão de recuperar o protagonismo continental. Sua liderança é marcada por um perfil intenso à beira do campo e pela capacidade de extrair o máximo de competitividade de elencos experientes em torneios de mata-mata.

•Boca Juniors

Seis vezes campeão continental, o Boca Juniors retorna à Libertadores após algumas temporadas e reencontrará o Cruzeiro — adversário que a equipe xeneize superou para celebrar a primeira conquista de sua história, em 1977.

O Boca, inclusive, é o maior adversário histórico do Cruzeiro em Libertadores, com nove confrontos entre fase de grupos e mata-mata. E o retrospecto é extremamente equilibrado, com três vitórias do time mineiro, três do Boca e três empates. 

O último embate entre as equipes pela Copa Libertadores foi em 2018, quando os argentinos eliminaram a Raposa nas quartas de final: o Boca venceu na Bombonera (2 a 0) e houve empate no Mineirão (1 a 1).

Se somarmos todas as competições oficiais (Libertadores, Supercopa, Copa Master e Sul-Americana), o número total de confrontos sobe para 16 jogos, com uma leve vantagem para o time brasileiro (6 vitórias do Cruzeiro contra 5 do Boca, além de 5 empates).

No confronto mais recente entre as equipes, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana de 2024, o Cruzeiro eliminou o Boca Juniors nos pênaltis. Parte dos jogadores que estiveram naquela eliminatória seguem no Cruzeiro, como William, Matheus Henrique, Matheus Pereira e Kaio Jorge. 

Para a Libertadores desta temporada, o elenco do Boca mistura jogadores com passagens apagadas pelo Brasil — caso de Merentiel, Romero, Battaglia e Bareiro — com medalhões de renome mundial. A esperança xeneize repousa na hierarquia de veteranos como Leandro Paredes, Ander Herrera e Edinson Cavani, que tentam imprimir no continente o mesmo sucesso que alcançaram na Europa. 

O treinador do Boca é Claudio Úbeda, figura histórica do futebol argentino. Até o momento, sua trajetória é mais lembrada pelos feitos dentro de campo do que fora dele. Como jogador, foi um zagueiro técnico e de liderança, tornando-se um dos maiores ídolos do Racing, onde ergueu a taça do Apertura 2001, quebrando um jejum de 35 anos do clube.

•Universidad Católica

Vice-campeã da Copa Libertadores em 1993, quando perdeu a decisão para o São Paulo, a Universidad Católica está longe do protagonismo que já ocupou em tempos passados no futebol sul-americano. A última glória nacional do time foi em 2021, quando se sagrou campeão nacional pela 16ª vez.

A Universidad Católica garantiu sua vaga direta na fase de grupos da Libertadores 2026 ao terminar como vice-campeã do Campeonato Chileno de 2025. O título nacional do ano passado ficou com o surpreendente Coquimbo Unido, enquanto a Católica consolidou sua posição na tabela para carimbar o retorno ao torneio após quatro anos de ausência — a última participação havia sido em 2022. 

O elenco conta com jogadores conhecidos do futebol brasileiro, como Gary Medel, ex-Vasco, e figura de destaque em uma envelhecida seleção chilena. Outro nome é Eugenio Mena, lateral-esquerdo que já defendeu o Cruzeiro em 2015. 

O meia argentino Matías Palavecino, ex-Coquimbo Unido e Belgrano, é a aposta do clube para a armação de jogadas. Já a linha de frente conta com o experiente centroavante Fernando Zampedri, de 38 anos, ícone da equipe e peça-chave nas conquistas nacionais de 2020 e 2021.

O comando técnico da Católica é de Daniel Garnero, um multicampeão do futebol paraguaio, onde conquistou oito títulos nacionais por quatro clubes diferentes (Guaraní, Olimpia e Libertad). Reconhecido por montar equipes ofensivas e de posse de bola, ele teve uma passagem recente pela Seleção do Paraguai antes de assumir a Universidad Católica em 2025.

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