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Championship: CEO do Southampton contesta expulsão polémica na final do playoff

O Southampton foi excluído da final do playoff do Championship de sábado, após ter sido considerado culpado de espiar os adversários das meias-finais, o Middlesbrough, numa das punições mais severas já aplicadas no futebol inglês.

O Middlesbrough foi agora reintegrado e vai defrontar o Hull City em Wembley, no sábado. No entanto, o Southampton recorreu da decisão da Comissão Disciplinar Independente, estando a decisão final prevista para mais tarde, esta quarta-feira.

"Sobre o próprio recurso: aceitamos que deve haver uma sanção. O que não podemos aceitar é uma sanção que não tem qualquer proporção com a infração", afirmou Parsons em comunicado.

"Enquanto o Leeds United foi multado em 200 mil libras (237 mil euros) por uma infração semelhante, ao Southampton foi negada a oportunidade de disputar um jogo que vale mais de 200 milhões de libras (237 milhões de euros) e que significa tanto para o nosso staff, jogadores e adeptos. Acreditamos que a consequência financeira da decisão de ontem faz dela, de longe, a maior penalização alguma vez imposta a um clube de futebol inglês", acrescentou.

Mesmo uma única época na Premier League, seguida de descida imediata, está avaliada em cerca de 200 milhões de libras (237 milhões de euros) ao longo de três épocas, através de receitas de transmissões, patrocínios e pagamentos de compensação.

Em 2019, o Leeds foi multado em 200 mil libras (237 mil euros) e repreendido por espiar o Derby County. O então treinador do Leeds, Marcelo Bielsa, admitiu que o seu staff tinha observado todos os adversários do clube nos treinos dessa época.

Parsons enumerou exemplos de outras sanções, como a dedução de 30 pontos ao Luton Town em 2008/09, quando estava na League Two mas "sem receitas comparáveis em jogo", assim como a dedução de 21 pontos ao Derby em 2021, que lhes custou a permanência no Championship.

"Dizemos isto não para minimizar o que aconteceu neste clube, que aceitámos ter sido errado. Dizemo-lo porque a proporcionalidade é, em si, um princípio da justiça natural", sublinhou Parsons.

"A Comissão tinha legitimidade para impor uma sanção. Não tinha, argumentaremos, legitimidade para impor uma que seja manifestamente desproporcionada face a todas as sanções anteriores na história do futebol inglês", rematou.

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