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Balanço da Liga: Percalços iniciais travaram outras ambições do SC Braga

É a 19.ª vez que a equipa bracarense termina o campeonato na quarta posição, classificação que mais vezes obteve na sua história, sendo que 14 delas foram na era António Salvador, na presidência desde 2003.

O percurso na Liga ficou aquém do esperado, com menos pontos do que na época passada (59 contra 66), e o quarto lugar só carimbado na penúltima jornada, com o empate na Luz diante do Benfica (2-2), tendo ficado a distantes 21 pontos dos encarnados, terceiros classificados.

Com um novo treinador, o espanhol Carlos Vicens, ex-adjunto de Pep Guardiola nos ingleses do Manchester City durante quatro temporadas, a equipa minhota teve um mau início, que marcou o seu percurso.

O SC Braga até entrou bem, mas após ganhar nas duas primeiras jornadas, não conseguiu vencer nas seis seguintes, registando quatro empates e duas derrotas, ambas em casa, diante de Gil Vicente (1-0) e Nacional (1-0), além de um empate caseiro (2-2) com o AFS, que desceu de divisão na última posição.

O desaire com os insulares, a 28 de setembro, à sétima jornada, fez soar os alarmes em Braga, aumentando a contestação a Carlos Vicens - o novo estilo de jogo que o técnico quis impor tardava em ser assimilado.

Na jornada seguinte, os arsenalistas visitavam Alvalade, mas um golo de grande penalidade aos 90+7 minutos, por Zalazar, melhor marcador da equipa com 16 golos (23 no total da época), trouxe um motivador empate (1-1) diante do Sporting, clube pelo qual o internacional uruguaio se transferiu nos últimos dias por 30 milhões de euros.

Sobretudo a melhoria exibicional demonstrada no reduto do então bicampeão nacional deu novo alento à equipa, que embalou para uma recuperação que a recolocaria na quarta posição, ainda que quatro vitórias seguidas (entre a 11.ª e 14.ª rondas) tenham sido a melhor sequência que conseguiu.

A equipa demonstrou então um bom futebol, muito assente numa estratégia de domínio do jogo pela posse de bola, princípio do qual o pupilo de Guardiola não abdicou.

Na fase final de uma longa temporada em que estabeleceu um novo recorde de número de jogos numa época de uma equipa portuguesa (61), o SC Braga enfrentou uma onda de lesões de jogadores importantes. 

Com menos opções, e tendo que ser feita a gestão da equipa por causa da caminhada na Liga Europa, na qual caiu nas meias-finais diante do Friburgo, o SC Braga voltou a ter uma fase menos positiva: só ganhou uma vez nas últimas seis jornadas (mais quatro empates e uma derrota).

Hornicek, Lagerbielke, Zalazar e Ricardo Horta foram as grandes figuras da equipa, com o eterno João Moutinho (o médio de 39 anos fez 56 jogos - só em 2019/20, no Wolverhampton, tinha feito mais, com 57), Victor Gómez e Pau Víctor a surgirem também em alto nível num segundo patamar.

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