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Balanço da Liga: Campeão sem melhor ataque ou melhor marcador 21 anos depois

Há 21 anos, o Benfica sagrou-se o pior campeão português de sempre, a nível estatístico, e conseguiu-o com apenas 51 golos marcados, contra os 66 do Sporting, e com Simão como segundo melhor marcador da prova, com 15, longe dos 24 do leão Liedson.

Nessa época, os comandados do italiano Giovanni Trapattoni nem sequer tiveram a defesa menos batida, sendo apenas quartos nesse ranking, com 31 golos sofridos, atrás de FC Porto (26), SC Braga (28) e Vitória SC (29).

Desta vez, os dragões fecharam com o terceiro melhor ataque, com 66 golos, bem atrás do Sporting, que somou 89, e do Benfica, autor de 74, enquanto o seu melhor marcador, Samu, foi apenas sétimo, com 13, longe dos 28 do colombiano Luis Suárez (Sporting), culpa também de se ter lesionado no início da segunda volta.

O espanhol fez uma boa primeira volta, com 12 tentos, e não teve quem o substituísse, na segunda, em que só teve tempo para marcar um: os melhores foram o extremo brasileiro William Gomes e o médio dinamarquês Froholdt, ambos com quatro.

Em termos coletivos, e depois dos 36 tentos na primeira volta, o FC Porto fez ainda pior, caindo para 30.

Os dragões destacaram-se do outro lado do campo, na defesa, ao sofrerem apenas 18 golos, o melhor registo de um campeão desde a versão 2017/18 dos portistas, então de Sérgio Conceição.

Depois de 2004/05, foi a 16.ª vez, em 21 edições, que o campeão foi também o clube com a defesa menos batida, sendo exceções o FC Porto de 2006/07, o Benfica de 2014/15, 2015/16 e 2018/19 e o Sporting de 2023/24.

A frase “o ataque ganha jogos e a defesa campeonatos” não tem aplicação nestas duas décadas na Liga, já que, neste período, o campeão teve mais vezes o melhor ataque (18) do que a melhor defesa (16).

As exceções foram o FC Porto de 2012/13, que somou menos sete golos do que o vice Benfica (70 contra 77), e o Sporting de 2020/21, então apenas o terceiro melhor ataque (65), atrás de FC Porto (74) e Benfica (69).

Nessas duas ocasiões, e ao contrário do que sucedeu em 2025/26, os dragões e os leões tiveram o melhor marcador, respetivamente o colombiano Jackson Martínez e o internacional luso Pedro Gonçalves, ambos com 23 golos.

Desta vez, nem ataque, nem goleador, mas a melhor defesa, sendo que Diogo Costa sofreu 15 golos, em 33 jogos, com 13 clean sheets (jogos sem sofrer golos) na primeira volta e apenas oito na segunda, e Cláudio Ramos concedeu três, em apenas um. João Costa jogou uns minutos na última ronda e não sofreu.

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