No mês passado, o governo do Senegal exigiu uma investigação sobre corrupção depois de o país ter sido privado do título da Taça das Nações Africanas 2025 pela Comissão de Recurso da CAF, que atribuiu o troféu a Marrocos, adversário na final.
Tudo isto acontece após os incidentes registados na final de 18 de janeiro em Rabate, em que o Senegal venceu 1-0, mas durante o jogo a equipa senegalesa abandonou o relvado durante algum tempo em protesto contra as decisões do árbitro.
Motsepe reuniu-se na quarta-feira, 08 de abril, com representantes da Federação Senegalesa de Futebol e com o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, onde apelou à união após a polémica da final. Esta quinta-feira estará em Marrocos para encontros semelhantes.
"Recebo de braços abertos qualquer investigação sobre corrupção na CAF, seja por parte de um governo ou de qualquer instituição. Aliás, incentivaria essa investigação. Daremos toda a nossa colaboração. Disseram-me que no passado houve problemas e interviemos. Não acontece só no futebol, também nos negócios e na política. Não podemos passar aos nossos filhos a ideia de que, para ter sucesso na vida, é preciso ser corrupto. Tem de haver tolerância zero", afirmou Motsepe aos jornalistas.
"Esse é o melhor presente que podemos dar ao futebol africano. Não basta falar de corrupção, é preciso agir, criar as leis necessárias e aplicá-las", acrescentou.
Motsepe recusou comentar o conflito entre Senegal e Marrocos, que está agora sob apreciação do Tribunal Arbitral do Desporto.
"Não tenho nada a acrescentar ao que já repeti 10, 15 ou 20 vezes. Podem perguntar-me o mesmo 100 vezes e responderei sempre da mesma forma. Tenho a obrigação de respeitar o facto de o caso estar agora perante o mais alto tribunal (desportivo) do mundo", vincou.
Motsepe rejeitou qualquer sugestão de que Marrocos tenha sido beneficiado no processo de recurso.
"Em nenhuma circunstância qualquer país africano será tratado de forma preferencial ou mais favorável do que outro. Isso nunca acontecerá. Acreditamos que sairemos destes desafios mais unidos entre as 54 nações de África", garantiu.