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Farioli recupera Mora e Costa, alinha-se com AVB e elogia Famalicão: "A qualidade está lá"

Acompanhe aqui as incidências do encontro

Antevisão: "O primeiro jogo depois da pausa internacional é sempre complicado. Temos jogadores a voltar de grandes jogos, com as emoções em alta. A prioridade é fazer regressar toda a gente, nos últimos dois dias o trabalho dos jogadores foi muito positivo e energético. Foi importante passar tempo juntos para nos realinharmos na nossa mentalidade e nos nossos objetivos". 

Famalicão: "O Famalicão é uma das equipas mais consistentes desde o início da época. Desde que o Hugo Oliveira chegou ao comando, principalmente nesta época, estão a evoluir muito bem, o registo defensivo é impressionante, são a quarta melhor defesa do campeonato. Gosto muito do trabalho deles com bola, têm padrões claros, dá para reconhecer muito bem o que querem fazer. As individualidades também: os dois centrais estão confortáveis com bola, os três médios são muito habilidosos sobre pressão, o Gustavo Sá e o Mathias de Amorim são jogadores importantes para o Famalicão e para o futuro do futebol português. A qualidade está lá. É um jogo que vai exigir a nossa melhor versão, a atitude tem sido a nossa melhor amiga, por isso queremos mais do mesmo num Estádio do Dragão cheio".

Jogadores afastados do acesso ao Mundial: "Nos últimos 10 dias estivemos separados, houve um grupo que ficou cá a trabalhar com jogadores da equipa B e dos sub-19, que nos ajudaram a manter o nível, e esperamos pelo regresso de todo o plantel. Ainda ontem à noite estive ligado à Polónia e à Dinamarca porque tivemos jogadores nesses jogos, foi um período difícil para eles (Bednarek, Kiwior, Pietuszewski e Froholdt). O Jan (Bednarek) é um líder aqui e lá (Polónia), entrega-se muito ao projeto, voltou com um desejo claro de defender e competir pelo FC Porto. Os outros são jovens e ainda têm oportunidade de voltar a jogar um Mundial, acredito que o Bednarek terá a oportunidade de participar no próximo Mundial entre Espanha, Portugal e Marrocos. Como italiano também sinto empatia por falhar o Mundial".

Impacto de falhar o Mundial para um italiano: "Mais do que o impacto negativo, espero que sirva para transformar em algo positivo. Está a tornar-se mais claro que são precisas mudanças, a seleção nacional é a ponta do iceberg, há todo um sistema que precisa de ser reconstruído. Obviamente nem tudo precisa de ir para o lixo, mas o futebol muda muito rápido e acredito que as novas pessoas que vão estar envolvidas terão a capacidade de ver a curto e a longo prazo para dar a uma nova geração a oportunidade de competir ao mais alto nível, como a nossa história merece".

Recuperações de Rodrigo Mora e Diogo Costa: "Estão ambos em condições de jogar amanhã".

Acusações entre presidentes de FC Porto e Sporting: "Sobre o que falei - ética -, espero que estejamos todos de acordo. Apenas usar essa palavra não é suficiente. Como portista, sinto-me muito bem representado pelo nosso presidente André Villas-Boas, pela forma como defende o clube e age para defender a instituição. Alinho-me completamente com tudo o que ele disse da última vez que falou. Deu-me muito orgulho pela forma como defendeu a equipa e o clube. Penso que não há mais nada a acrescentar, ele foi bastante claro nos pontos principais, por isso é mais do que suficiente. Daqui a umas semanas recebemos o Sporting para a Taça de Portugal, mas antes disso a prioridade está no jogo de amanhã que será complicado e merece toda a nossa atenção".

Pausa pode prejudicar depois de uma boa sequência de resultados?: "Vimos de uma boa série de resultados positivos, isso colocou-nos em boa posição para vencer três competições. A resposta do grupo nos últimos seis jogos foi muito positiva. Hoje sentimos que temos 20 jogadores titulares, foi algo que já tinha sentido, mas o último jogo provou isso mesmo, que toda a gente pode competir e ajudar-nos a conquistar o que queremos. Isso dá-nos uma responsabilidade muito grande e o espírito que precisamos para entrar no jogo de amanhã com a atitude certa".

Gul e Moffi com dois golos (ambos de Moffi) desde a lesão do Samu: "Não podemos negar o facto de estarmos sem o Samu há um mês e o Luuk (de Jong) durante quase toda a temporada, nem podemos esquecer. Se olharmos para os nossos adversários e imaginarmos que não poderiam ter o contributo do Pavlidis (Benfica) e do Suárez (Sporting), podemos ver que algo ia faltar. Sentimos a falta do Samu, que geralmente marcaria 20 golos, agora precisamos de recuperar esses golos e contribuições através de outras posições. Até agora os jogadores estão a trabalhar bem, temos bons números dos médios, dos extremos... A nível coletivo a equipa deu um passo em frente para nos ajudar a manter competitivos.

O Moffi teve dificuldades para voltar à forma e agora está a 100%, fez 90 minutos com o Estugarda, até brincamos que a última vez que tinha feito 90 minutos foi nos sub-17. O Deniz Gul é um jogador que teve um impacto importante, marcou um golo que valeu três pontos frente ao Moreirense, trabalha muito para a equipa e é uma questão de tempo até desbloquear e tornar-se no jogador que eu tenho em mente. Honestamente, tem todas as características: tem mais de 1.90m, super físico, um dos mais rápidos da equipa a curta e longa distância, tem muito talento e é elegante em tudo o que faz. Mas como avançado os golos é um tópico que está sempre em cima da mesa, por isso espero que volte a marcar o mais rápido possível".

Contributo das equipas jovens e o jovem Tiago Silva: "Já falei várias vezes sobre isso, somos um clube que coloca muita atenção no desenvolvimento dos jovens jogadores. Esse é também um dos pontos principais desde que o presidente tomou posse. O desenvolvimento e o trabalho da equipa B, com o trabalho do treinador João (Brandão), tem sido brilhante, assim como os sub-19. Os jogadores estão a ser beneficiados desse trabalho e do caminho que decidimos criar juntos porque estamos a dar muita atenção para fazer esse caminho para a equipa principal. O André Castro, da equipa técnica, também está muito envolvido nesse trabalho e toda a equipa técnica porque quando vêm trabalhar connosco precisam de estar preparados para competir. O trabalho feito nesta pausa de março foi importante porque fizemos um mini-estágio, estou ansioso para chegar ao verão e ver como se desenvolvem. 

O Tiago Silva renovou recentemente o contrato, o Bernardo Lima, o Mateus Mide, o André Miranda, que infelizmente está lesionado, o João Teixeira... Todos eles vão desempenhar um papel connosco e vão ter a oportunidade para a sua carreira bem em breve".

Prioridade das competições até ao final da época: "Se olharmos para o final de maio e para o objetivo final, é normal sentirmos um pouco de ansiedade ou pressão. Mas pela maneira como estamos a trabalhar, não olhamos assim para tão longe, a minha cabeça olha para o que está à minha volta e é esse o espírito da equipa. Estamos num ciclo de jogos que será muito bom e capaz de entregar o nível de desempenho que acredito sermos capazes de fazer. Temos 14 jogos pela frente, vão ser um grande esforço físico e mental para todos os que trabalham aqui no Olival.

O que me faz acreditar que temos uma boa oportunidade pela frente, é que não é difícil convencer as pessoas sobre a direção que queremos seguir. Toda a gente está empenhada em levar o FC Porto para onde merece e isso é algo que cheiramos quando entramos no Olival e ainda mais no centro de treinos. Dá-me muito prazer e confiança. No balneário, onde está o grupo, encontramos um grupo de jogadores que está a ficar mais forte e mais unido a cada dia, em que todos lutam uns pelos outros, a competir uns com os outros, mas com a mesma ambição. As entrevistas recentes do Alan Varela e o Martim Fernandes são um manifesto da nossa mentalidade. Isso não é o suficiente para nos garantir sucesso, mas é o ingrediente principal para termos sucesso".

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