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Efeito Cuiabano: Vasco renasce com lateral decisivo e nova cara com Renato

Cuiabano lidera o Brasileirão em participações em gols desde que estreou, na 5ª rodada. São cinco contribuições diretas: dois gols e três assistências. No ranking geral, mesmo sem atuar nas quatro primeiras rodadas, já ocupa a quinta colocação

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O lateral é apenas o 12º em minutos pela equipe no campeonato, mas já lidera o time em assistências (3) e é o vice-artilheiro (2). Além disso, aparece entre os principais finalizadores: é o sexto no total de finalizações, com oito, e o terceiro em pontaria, com cinco chutes no alvo. A estreia do lateral coincide com a de Renato no comando técnico da equipe.

Cuiabano se beneficia de um estilo de jogo de Renato que privilegia laterais que apoiam em profundidade, característica que ele carrega desde o início da carreira. A adaptação foi imediata. Em 2025, no Botafogo, chegou a ser utilizado até como ponta esquerda por Davide Ancelotti, em meio às muitas lesões do elenco na última temporada. O treinador italiano afirmou, à época, que ele era o jogador mais perigoso do grupo na posição.

A lateral esquerda do Vasco foi, por muito tempo, território de Lucas Piton. Uma unanimidade, sem qualquer concorrência. Quando ele não estava disponível, em muitas ocasiões, treinadores optaram por improvisar Puma Rodríguez na posição em vez de utilizar Victor Luis, o substituto direto. Cuiabano veio para alterar essa lógica e, já em sua segunda partida, tornou-se titular absoluto e indiscutível.

O contrato de Cuiabano

Cuiabano está emprestado ao Vasco pelo Nottingham Forest até o meio do ano. O clube tem uma opção de compra fixada em 10 milhões de euros (R$ 60,7 milhões) caso queira mantê-lo após o período de empréstimo. Em entrevista aos jornalistas presentes no sorteio da Copa do Brasil, na CBF, nesta segunda-feira, o presidente Pedrinho afirmou que o desejo é mantê-lo e que a diretoria tentará viabilizar a aquisição.

"Já estamos estruturando da melhor forma a questão orçamentária para conseguir fazer isso (comprar jogadores que estão emprestados). O Cuiabano é uma situação um pouco mais especial porque o empréstimo dele vai até o meio do ano, e a nossa opção de compra, se quisermos exercer, precisa ser acionada antes do término. Se isso não acontecer, vamos tentar prorrogar até o fim do ano para ter mais tempo de negociação", declarou o presidente do Vasco.

Vasco em alta

Não é exagero dizer que o desempenho do Vasco mudou radicalmente. Até a 4ª rodada, antes da chegada de Renato (e de Cuiabano), o time havia somado apenas um ponto no Brasileirão. O ataque até criava chances, mas não conseguia convertê-las em gol. Até então, eram apenas três gols marcados — um dos piores desempenhos ofensivos do campeonato. Desde então, a equipe balançou as redes 10 vezes, metade deles com participação direta de Cuiabano.

Isso ajuda a explicar por que o time teve a pior campanha do campeonato nas quatro rodadas iniciais e, desde que Renato assumiu o comando técnico, soma 10 pontos — o melhor desempenho, ao lado do Flamengo.

Se ofensivamente o time apresentou melhora significativa, defensivamente o problema ainda é grande. Nas últimas quatro rodadas, sofreu sete gols — o pior desempenho do período, ao lado de Remo, Cruzeiro e Red Bull Bragantino. O Vasco foi vazado em cada uma das últimas 16 partidas de Brasileirão, considerando também a reta final do ano passado. O último jogo sem sofrer gol foi justamente contra a equipe de Bragança Paulista, no fim de outubro de 2025. Ao todo, são 32 gols sofridos no período, média de dois por partida.

O torcedor do Vasco vem sofrendo há muitos anos. No domingo, contra o Grêmio, o que se viu foi um vascaíno novamente esperançoso por dias melhores. Vencer times cascudos, muitas vezes de virada — como diante do forte Palmeiras e do rival Fluminense — mostra a resiliência e o brio do grupo, algo que o torcedor sentia faltar no time de Diniz.

O impacto de Cuiabano é inegável. O valor é alto para um clube que ainda tenta se estruturar financeiramente, mas, ao menos neste primeiro momento, a operação se mostra necessária por um atleta que caiu como uma luva na equipe.

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