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João Henriques comenta expulsão: "Não admito que um árbitro minta sobre assunto que não existiu"

Recorde as incidências do encontro

João Henriques (treinador do AVS):

“Mais um jogo de baliza a zero, mas o mais importante que conseguimos hoje fora as oportunidades flagrantes durante o jogo, isto é, na cara do guarda-redes. O Tondela tem duas bolas no ferro, mas nós tivemos quatro, cinco grandes ocasiões de golo.

Ficámos um pouco condicionados com a lesão do Roni, muito cedo, e condicionou-nos o jogo para a frente. Tirando isso, muito satisfeito com o que os jogadores fizeram. Se tivesse que haver um vencedor hoje, teria de ser o AFS.

(Sobre o cartão vermelho que recebeu ao intervalo) Para não ser demasiado corrosivo vou tentar ser o mais simpático possível. Dirigi-me ao árbitro com estes termos: apontei para o jogador do Tondela que considero que cometeu uma falta, entrou de cotovelo no Tomané, numa disputa de bola no ar, e eu digo ‘tens que ver o cotovelo, tens que ver esta falta’. Acho que é bastante explícito na televisão. Não insultei ninguém, não disse absolutamente mais nada e, de imediato, vi o cartão vermelho. Depois, quis saber por que fui expulso e o senhor árbitro disse que só cá dentro me dava explicações. Disse-me que eu, de dedo em riste, disse: ‘tens que apitar esta m...’.

Não sei o que é que ouviu, o que é que supostamente passou na cabeça dele, a única coisa que lhe disse a seguir é que ele era mentiroso. Na segunda parte, vi o senhor árbitro a levantar o dedo em riste a um jogador. Ele pode, eu não. E nem fiz isso, eu levantei o dedo a apontar para um jogador do Tondela.

Estou triste, porque é a minha dignidade profissional e pessoal.

Os árbitros têm de respeitar também, não podem ser só respeitados. Nós fazemo-lo. Eu faço-o. Agora, exijo que me respeitem enquanto pessoa e profissional e não admito que um árbitro minta relativamente a um assunto que não existiu. Só cometi um erro, dirigir-me a ele e falar.

Os árbitros são mais protegidos só por esta questão de que tudo o que é escrito no relatório é dado como verdade e nós nem sequer temos direito a nada. Fazemos uma defesa que não serve para nada. No Conselho de Disciplina veem, é a segunda vez, toma lá a multa, dias e jogos e isso é que é errado. Investiguem, vejam as imagens, ouçam os áudios, procurem a verdade, porque nesse aspeto o árbitro é o soberano”.

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