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César Peixoto volta a assumir objetivo europeu: "Não tenho medo das palavras"

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Não vencemos os quatro últimos jogos, o importante para mim é sermos consistentes. Já fizemos nesta segunda volta 14 pontos, temos menos três pontos do que na primeira volta, onde aconteceu uma fase semelhante e acabámos essa primeira metade em quarto lugar”, afirmou o treinador dos galos.

Na antevisão ao encontro com os açorianos, o técnico gilista acredita numa resposta da equipa já nesta partida.

Nem eu, nem os jogadores, duvidamos do que temos feito. Acreditamos muito no processo, no que estamos a fazer. E, sobretudo, é sermos consistentes. Não vamos ganhar os jogos todos, mas vamos tentar ganhar os jogos todos”, acrescentou.

Sobre o adversário, o treinador dos minhotos alertou para as dificuldades da deslocação aos Açores, destacando tanto as condições do terreno como a qualidade do Santa Clara.

É um campo tradicionalmente difícil, se tiver chuva a relva fica pesada, o vento também torna tudo mais complicado, mas não é só o campo. Acho que o Santa Clara tem uma excelente equipa, com qualidade individual que não reflete o lugar onde estão na tabela classificativa”, referiu.

O técnico destacou ainda o momento recente do adversário, que chega ao jogo após duas vitórias consecutivas.

Está moralizado, vem de duas vitórias, por isso antevejo um jogo muito difícil, mas vamos lá para ir buscar os três pontos, independentemente da mais-valia do Santa Clara”, frisou.

Em relação aos aspetos a melhorar na sua equipa, César Peixoto apontou falhas na definição ofensiva nos últimos encontros.

Nos últimos dois jogos creio que a tomada de decisão, o último passe e a finalização pecaram um pouco. Por vezes faltou discernimento, mesmo que os adversários tenham sido felizes”, explicou.

O treinador destacou também a necessidade de maior controlo emocional em momentos do jogo.

No último jogo com o Alverca, a equipa jogou, na parte final, mais com o coração do que com a cabeça e, em alguns momentos, principalmente sem bola, ao querer pressionar a toda a hora, retirou-nos energia. Trabalhámos nisso”, acrescentou.

Questionado sobre a assunção, no final da jornada passada, do objetivo de lutar por um lugar nas competições europeias da próxima época, César Peixoto assumiu a ambição, mas sem pressão adicional.

Não tenho medo das palavras. Só assumi agora porque o objetivo principal do clube, a manutenção, já estava garantido e estamos a fazer uma época tranquila. Já que estamos nesta luta, por que não assumir?”, questionou.

O técnico revelou ainda que a decisão foi partilhada com o plantel, reconhecendo que era importante ter um objetivo para lutar nesta reta final da prova.

A decisão não foi só minha, perguntei aos jogadores e a resposta foi: vamos todos. Senti que a equipa precisava de sentir que o treinador não duvida deles nem do processo”, afirmou.

César Peixoto sublinhou, contudo, que o percurso da equipa já é positivo, independentemente da classificação final.

Sem pressão nenhuma, porque já ganhámos esta época. O objetivo principal era a manutenção. Se não conseguirmos, não vem mal ao mundo. O clube e os jogadores estão muito mais valorizados”, concluiu.

Para este desafio nos Açores, o treinador dos galos não pode contar com os castigados Zé Carlos e Santi García, nem com os lesionados Bamba e Mutombo.

O Gil Vicente, quinto classificado com 42 pontos, joga este sábado no terreno do Santa Clara, 14.º com 25, numa partida agendada para as 18:00, com arbitragem de

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