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Mundial-2026: Deschamps desvaloriza e repreende adeptos que já antecipam França na final

O início do estágio: "É uma etapa importante, mesmo que o grupo não esteja completo. Mateta e Lacroix chegam amanhã (sábado). Os jogadores envolvidos na Liga dos Campeões chegam na terça-feira de manhã. É uma preparação curta. Alguns tiveram um pouco mais de descanso. Temos de ir diretos ao essencial em relação ao que nos espera nos jogos de preparação. Na terça-feira, o grupo estará todo reunido. Com um programa intenso. É uma fase agradável, os jogadores estão sorridentes. Estão contentes por estar aqui. Têm vontade de jogar. Queremos repartir o tempo de jogo nestes jogos de preparação".

Objetivos: "É um evento de grande importância. Já nos veem no 19 de julho (dia da final do Mundial), não gosto muito disso, nem um pouco. Já temos três adversários na fase de grupos. Que façamos parte das melhores equipas, sim, mas sei muito bem que há etapas importantes antes de pensar (na final). Vamos fazer tudo para estar à altura do desafio".

Estado de espírito: "Sinto-me bem, focado, atento aos detalhes. Há uma parte importante de gestão. Sei porque estou aqui. É uma nova página em branco, temos de a escrever agora".

A final PSG-Arsenal: "Temos seis (jogadores) finalistas. É a final deles, um grande cartaz. O que desejo é que não haja problemas com os nossos seis jogadores envolvidos. Depois... o jogo será um duelo de forças. Vamos reencontrá-los na terça-feira, estarão convocados (para o jogo de preparação com a Costa do Marfim) mas provavelmente não serão opção".

A gestão do calor: "Vamos ter temperaturas elevadas também no Mundial. Serve de preparação, vamos implementar protocolos com a equipa médica. Não tivemos o problema do calor em março, até estava fresco... Mas sim, procurámos soluções para combater o calor. Existem protocolos definidos. Fizemos escolhas. Haverá deslocações longas para chegar às diferentes zonas. Também haverá obrigações mediáticas a agendar, quero proteger os jogadores para evitar fadiga excessiva".

Gestão: "Nunca caí na rotina. Cada estágio é um evento especial. Não adianta entrar demasiado cedo em modo de competição. Os contextos são diferentes. São etapas. Alguns vão descobrir coisas a nível emocional, mesmo que os mais jovens estejam preparados para o mais alto nível".

O seu último estágio: "Não é sobre mim. Acho graça. Dizem-me que é o meu último. Fiz uma análise ao sangue esta manhã, disseram-me que era a última... (risos)".

O fuso horário: "Vamos ajustar-nos quando chegarmos a Boston. Fomos eficazes em março. Uns dormem melhor do que outros. Naturalmente, algumas coisas mudam. Vimos isso em março. Os horários dos treinos não serão os mesmos. Já o disse, o dia não é igual, o conteúdo também não. Não é o mesmo às 15h:00e às 21:00. Não há ativação muscular às 15:00, o almoço é antecipado. Vamos ver quando estivermos em Boston. Naturalmente, os dias não são iguais".

A perceção da sua equipa: "Vejo que outros selecionadores dizem que a seleção francesa tem duas equipas... Não quero recusar o facto de fazermos parte dos favoritos. Mas será que somos superiores a outras nações? Há 7-8 equipas com essa ambição, só uma vai conseguir. Não é fugir, a ambição é essencial. Há uma palavra importante: humildade. No papel há coisas, mas no futebol basta fazer um pouco menos para pagar caro. Os nossos adversários têm muita qualidade. O nosso grupo também. Não quero desvalorizar o Iraque. O Senegal e a Noruega são seleções muito fortes".

A época do Real Madrid: "Pode acontecer ao longo de uma época. Falei com outros jogadores cuja reta final da época não foi muito agradável. Esse capítulo está encerrado. Também é bom para os jogadores terem um contexto diferente, agora é um Mundial, estão todos prontos".

A preparação: "Vamos dar ênfase ao aspeto físico para recarregar energias. Não podemos mudar tudo. Haverá um lembrete em relação a isso, teremos dados importantes a nível físico. Também haverá trabalho com bola. Temos algum tempo. Já na segunda-feira, mudamos o foco para o próximo jogo. Não tenho preocupações nestes primeiros dias. A alegria está presente, o prazer de se reencontrarem. Há afinidades entre eles. Quando estivermos 26, a ideia será não perder ninguém. Todos têm a ambição de serem titulares. Conheço os jogadores a nível humano. A noção de unidade é indispensável. É difícil para quem não tiver papel em campo, mas temos de os apoiar. Pode haver um momento menos bom em qualquer pessoa".

Clairefontaine: "Só felicidade. Sou um privilegiado. Querem que vá ao lado emocional... Aproveito cada momento. Como sempre. Podiam ter-me feito parar antes. Clairefontaine representa muito, é a casa do futebol. Muitas coisas pertencem às memórias. Não olho para trás. O que me interessa é o presente, é o amanhã. Temos de transmitir essa energia com a equipa técnica. Estamos ao serviço da seleção francesa, com grande expectativa e exigência."

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