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Roménia: Filipe Coelho fala em “época histórica e sentimento de dever cumprido” no Craiova

No domingo, o emblema de Craiova festejou a dobradinha, e o seu primeiro título de campeão romeno desde 1991, quinto no total, numa temporada de sonho para o técnico luso.

Sinto-me satisfeito, obviamente. Acabou por ser uma época histórica. Ao fim de 35 anos, acabámos por voltar a conquistar o campeonato. O sentimento é de satisfação e de dever cumprido”, começou por dizer Filipe Coelho, em declarações à Lusa.

O antigo técnico-adjunto de Paulo Bento nas seleções da Coreia do Sul e dos Emirados Árabes Unidos, que renovou contrato com o emblema romeno há pouco mais de um mês, reconheceu que a Taça devia ter sido conquistada durante os 90 minutos, embora tenha sido ”mais emocionante" no momento dos penáltis (6-5), contra o Universitatea Cluj, no passado dia 13 de maio.

Um jogo de taça é sempre diferente. Campo neutro, não podíamos correr demasiados riscos, já vínhamos de um volume de jogos muito grande e acabámos por fazer alguma gestão de alguns atletas. Tínhamos um adversário com muita qualidade pela frente, mas, pelo que produzimos, deveríamos ter ganho nos 90 minutos. Foi para penáltis e acabou por mais emocionante. Foi importante ganhar a Taça também”, contou.

Já o jogo que deu o título, contra o mesmo oponente, foi “completamente diferente”, porque contou com "alguns jogadores mais recuperados da gestão feita na taça”, pelo que “acabou por correr bem” - vitória por 5-0.

Depois, apresentou os argumentos que o levaram a rumar ao campeonato romeno, que lidera com 49 pontos, contra os 45 do Universitatea Cluj.

Analisámos a equipa, conhecíamos a equipa perfeitamente e sabia que tinha qualidade, mas não tinha um conhecimento tão profundo das outras equipas. Acreditava na qualidade dos jogadores e no nosso trabalho. Mentiria se dissesse que podíamos ganhar a taça também. Não era o objetivo, fomos passando as eliminatórias e foi também um objetivo”, confessou.

Por fim, e quando falta apenas uma jornada para o fim da fase de campeão, o técnico, de 45 anos, abordou o futuro à frente da equipa, na qual conta com os compatriotas João Gonçalves e Samuel Teles.

É perceber o que quer o clube, as condições que temos para atingir os objetivos e começar a preparar isso. Ainda falta um jogo, embora não seja significativo na tabela para nós, nem para o Rapid Bucareste (adversário da derradeira ronda). Depois disso, logo pensaremos. Temos de nos sentar”, concluiu.

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